MPB Especial com os Originais do Samba Tenha Fé – [04/14]

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TRAILER DOCUMENTÁRIO “CATERINA VALENTE APRESENTA MÚSICA BRASILEIRA

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Em 1979, a cantora italiana Caterina Valente visitou o Brasil quando foi produzido documentário no qual ela canta com Luiz Bonfá, Sebastião Tapajós, Tom Jobim, Vinícius de Moraes, Gilberto Gil, Edu Lobo, Quarteto em Cy, MPB 4, Clementina de Jesus, Luis Gonzaga, Martinho da Vila, Dorival Caymmi e Waldir Azevedo.

Clementina de Jesus

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Naná Vasconcelos Word Musíc

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É incrível pensar que ao longo de quase 25 anos de profissão, pude ver com os olhos de enxergar e registrar cenas e pessoas que revolucionaram as nossas cabeças através de suas expressões culturais. E por isso eu agradeço aos DEUSES todos os dias, por cada uma dessas estrelas que clareiam o meu caminhar.

Naná Vasconcelos uma estrela!

Por: Ierê Ferreira

Juvenal de Holanda Vasconcelos, mais conhecido como Naná Vasconcelos ( Nasceu no Recife em 02/de agosto de 1944 e morreu no Recife ontem dia 09 de março de 2016.  Foi o musico Brasileiro eleito oito vezes como o melhor percussionista do mundo pela revista americana Down Beat considerada a “bíblia do jazz e ganhador do prêmios Grammy! Era considerado uma autoridade mundial em Percussão!

Começou a tocar aos 12 anos com seu pai numa banda marcial no Recife.

Durante toda sua carreira sempre teve preferência por instrumentos de percussão e nos anos 60 se notabilizou por seu talento com o berimbau.

Em 1967 mudou-se para o Rio de Janeiro onde gravou dois LPs com Milton Nascimento. No ano seguinte, junto com Geraldo Azevedo, viajou para São Paulo para participar do Quarteto Livre, que acompanhou Geraldo Vandré no III Festival Internacional da Canção.

Além disso, Naná tem uma extensa carreira no exterior: atuou como percussionista ao lado de diversos nomes de peso como B. B King, Jean-Luc Ponty, David Byrne, Egberto Gismonte, Pat Methey, entre outros. Formou entre os anos de 1978 e 1982, o grupo de jazz Codona, com o qual lançou 3 álbuns. Em 1981, tocou no Woodstock Jazz Festival, em comemoração ao décimo aniversário do Creative Music Studio. Em 1998, Nana Vasconcelos contribuiu com a música “Luz de Candeeiro” para o álbum “Onda Sonora: Red Hot + Lisbon”, compilação beneficente em prol do combate à AIDS, produzida pela Red Hot Organization.

Em 2013, o músico fez a trilha sonora da animação do filme O Menino e o Mundo, que disputou o Oscar de Melhor animação este ano

No dia 9 de dezembro de 2015, Naná Vasconcelos recebeu o título de Doutor Honoris Causa  pela Universidade Federal de Pernambuco (UFRPE).

Fonte: Wikipédia

Fotos ierê Ferreira

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Viradouro 2016 – Samba Campeão

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Autores: Paulo César Feital, Zé Glória, Felipe Filósofo, Maria Preta, Fabio Borges, William
Participação especial: Zé Augusto e Bertolo
Intérpretes: Wander Pires, Ademir Ribeiro, Kaisso, Roni e J. Fragoso

Viradouro no couro do tambor
Pediu a Oxum e Xangô (Ora Yê, Yê, Kawô)
E a Olodumaré, no Ifé
Que o africano caminheiro
Desça em solo brasileiro
Pra falar da Luz de Nazaré
O porta-voz da harmonia e da paz
O mensageiro dos Orixás
Enfim, já baixou na aldeia
Que Aparecida clareia
Com a benção do Cristo Redentor
E a Sapucaí incendeia
Na chama da sua candeia… Incorporou

Meu nome é Alabê de Jerusalém
Voltei a Terra pra matar saudade
Vim falar de amor, de tolerância e igualdade

Cruzei Egito, Roma e Judeia
Amei Judith, a flor de Cesareia
O Rei dos reis que conheci se espanta
E chora com essa guerra santa
Que sangra esse planeta azul
Ó meu Brasil, cuidado com a intolerância
Tu és a pátria da esperança
À luz do Cruzeiro do Sul
Um país que tem coroa assim tão forte
Não pode abusar da sorte
Que lhe dedicou Olorum

Kawó Kabiesilé Xangô
Ora Yê Yê, Mamãe Oxum do ouro
São João Batista que me batizou
É o protetor da minha Viradouro

Farta Magia

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O ultimo dia 29 de novembro entrou para historia como o dia da inauguração da Casa do Jongo da Serrinha. A casa foi construída na rua Compositor Silas de Oliveira na subida do Morro da Serrinha em Madureira, reduto de grandes bambas e fundadores das Escolas de Samba Império Serrano e Portela. A festa reuniu artistas de várias células da cultura popular, e porque não dizer da cultura negra?

Foi uma festa de tambores e turbantes, colares e contas. Uma maravilha de cenário que só se vê quando a nossa gente se reúne, se enfeita, se ilumina e tocam os tambores para saudar e agradecer aos ancestrais.

Darcy Monteiro, o Mestre Darcy do Jongo da Serrinha, com certeza se fez presente e devia estar extremamente feliz. Pois a escola dos seus sonhos agora é uma realidade e muitos dos seus alunos e alunas hoje são mestres, pois souberam aprender para ensinar. Que isso sirva de exemplo! Na minha humilde opinião é assim que poderemos salvar uma parte da nossa juventude, contando as historias dos nossos heróis e dando a eles a responsabilidade de preservar a nossa cultura.Tenho a certeza que foram estes os ensinamentos dos baluartes deste canto tão especial da cidade.

O bairro de Madureira é um dos maiores redutos de negros do Rio de Janeiro. Sendo o 2° maior centro comercial, o 5° centro financeiro da cidade e o maior do subúrbio. Tem grande potencial para fazer da cultura uma arma contra preconceito e o genocídio dos nossos jovens.

O bairro é famoso por sediar duas grandes escolas de samba, Império Serrano e Portela. E há muitos anos vem promovendo o famoso baile charme do viaduto de Madureira. Acredito que essas e outras células de cultura devem buscar o fortalecimento se conectando em redes. E assim promover a troca de conhecimentos e apoio junto as escolas publicas e privadas.  Através das múltiplas expressões culturais buscando o resgate dos jovens em situações de vulnerabilidade. Afinal de contas, “Madureira é caminho de Ogum e Iansã”.

E como já disse Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho: 

Ginga na cadência que é vida!

E apesar de tão sofrida,

Faz o mal se afastar”.

Parabéns a toda organização e todos os grupos e artistas que participaram deste momento de farta magia.

AXÉ!

Texto e fotos: Ierê Ferreira

Revisão: Daniele Araujo

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