Clementina de Jesus

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Naná Vasconcelos Word Musíc

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É incrível pensar que ao longo de quase 25 anos de profissão, pude ver com os olhos de enxergar e registrar cenas e pessoas que revolucionaram as nossas cabeças através de suas expressões culturais. E por isso eu agradeço aos DEUSES todos os dias, por cada uma dessas estrelas que clareiam o meu caminhar.

Naná Vasconcelos uma estrela!

Por: Ierê Ferreira

Juvenal de Holanda Vasconcelos, mais conhecido como Naná Vasconcelos ( Nasceu no Recife em 02/de agosto de 1944 e morreu no Recife ontem dia 09 de março de 2016.  Foi o musico Brasileiro eleito oito vezes como o melhor percussionista do mundo pela revista americana Down Beat considerada a “bíblia do jazz e ganhador do prêmios Grammy! Era considerado uma autoridade mundial em Percussão!

Começou a tocar aos 12 anos com seu pai numa banda marcial no Recife.

Durante toda sua carreira sempre teve preferência por instrumentos de percussão e nos anos 60 se notabilizou por seu talento com o berimbau.

Em 1967 mudou-se para o Rio de Janeiro onde gravou dois LPs com Milton Nascimento. No ano seguinte, junto com Geraldo Azevedo, viajou para São Paulo para participar do Quarteto Livre, que acompanhou Geraldo Vandré no III Festival Internacional da Canção.

Além disso, Naná tem uma extensa carreira no exterior: atuou como percussionista ao lado de diversos nomes de peso como B. B King, Jean-Luc Ponty, David Byrne, Egberto Gismonte, Pat Methey, entre outros. Formou entre os anos de 1978 e 1982, o grupo de jazz Codona, com o qual lançou 3 álbuns. Em 1981, tocou no Woodstock Jazz Festival, em comemoração ao décimo aniversário do Creative Music Studio. Em 1998, Nana Vasconcelos contribuiu com a música “Luz de Candeeiro” para o álbum “Onda Sonora: Red Hot + Lisbon”, compilação beneficente em prol do combate à AIDS, produzida pela Red Hot Organization.

Em 2013, o músico fez a trilha sonora da animação do filme O Menino e o Mundo, que disputou o Oscar de Melhor animação este ano

No dia 9 de dezembro de 2015, Naná Vasconcelos recebeu o título de Doutor Honoris Causa  pela Universidade Federal de Pernambuco (UFRPE).

Fonte: Wikipédia

Fotos ierê Ferreira

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Viradouro 2016 – Samba Campeão

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Autores: Paulo César Feital, Zé Glória, Felipe Filósofo, Maria Preta, Fabio Borges, William
Participação especial: Zé Augusto e Bertolo
Intérpretes: Wander Pires, Ademir Ribeiro, Kaisso, Roni e J. Fragoso

Viradouro no couro do tambor
Pediu a Oxum e Xangô (Ora Yê, Yê, Kawô)
E a Olodumaré, no Ifé
Que o africano caminheiro
Desça em solo brasileiro
Pra falar da Luz de Nazaré
O porta-voz da harmonia e da paz
O mensageiro dos Orixás
Enfim, já baixou na aldeia
Que Aparecida clareia
Com a benção do Cristo Redentor
E a Sapucaí incendeia
Na chama da sua candeia… Incorporou

Meu nome é Alabê de Jerusalém
Voltei a Terra pra matar saudade
Vim falar de amor, de tolerância e igualdade

Cruzei Egito, Roma e Judeia
Amei Judith, a flor de Cesareia
O Rei dos reis que conheci se espanta
E chora com essa guerra santa
Que sangra esse planeta azul
Ó meu Brasil, cuidado com a intolerância
Tu és a pátria da esperança
À luz do Cruzeiro do Sul
Um país que tem coroa assim tão forte
Não pode abusar da sorte
Que lhe dedicou Olorum

Kawó Kabiesilé Xangô
Ora Yê Yê, Mamãe Oxum do ouro
São João Batista que me batizou
É o protetor da minha Viradouro

Farta Magia

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O ultimo dia 29 de novembro entrou para historia como o dia da inauguração da Casa do Jongo da Serrinha. A casa foi construída na rua Compositor Silas de Oliveira na subida do Morro da Serrinha em Madureira, reduto de grandes bambas e fundadores das Escolas de Samba Império Serrano e Portela. A festa reuniu artistas de várias células da cultura popular, e porque não dizer da cultura negra?

Foi uma festa de tambores e turbantes, colares e contas. Uma maravilha de cenário que só se vê quando a nossa gente se reúne, se enfeita, se ilumina e tocam os tambores para saudar e agradecer aos ancestrais.

Darcy Monteiro, o Mestre Darcy do Jongo da Serrinha, com certeza se fez presente e devia estar extremamente feliz. Pois a escola dos seus sonhos agora é uma realidade e muitos dos seus alunos e alunas hoje são mestres, pois souberam aprender para ensinar. Que isso sirva de exemplo! Na minha humilde opinião é assim que poderemos salvar uma parte da nossa juventude, contando as historias dos nossos heróis e dando a eles a responsabilidade de preservar a nossa cultura.Tenho a certeza que foram estes os ensinamentos dos baluartes deste canto tão especial da cidade.

O bairro de Madureira é um dos maiores redutos de negros do Rio de Janeiro. Sendo o 2° maior centro comercial, o 5° centro financeiro da cidade e o maior do subúrbio. Tem grande potencial para fazer da cultura uma arma contra preconceito e o genocídio dos nossos jovens.

O bairro é famoso por sediar duas grandes escolas de samba, Império Serrano e Portela. E há muitos anos vem promovendo o famoso baile charme do viaduto de Madureira. Acredito que essas e outras células de cultura devem buscar o fortalecimento se conectando em redes. E assim promover a troca de conhecimentos e apoio junto as escolas publicas e privadas.  Através das múltiplas expressões culturais buscando o resgate dos jovens em situações de vulnerabilidade. Afinal de contas, “Madureira é caminho de Ogum e Iansã”.

E como já disse Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho: 

Ginga na cadência que é vida!

E apesar de tão sofrida,

Faz o mal se afastar”.

Parabéns a toda organização e todos os grupos e artistas que participaram deste momento de farta magia.

AXÉ!

Texto e fotos: Ierê Ferreira

Revisão: Daniele Araujo

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Roda de Samba no Buraco do Galo

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Oswaldo Cruz
Rio de Janeiro.
Dia 06/06/2015
Câmera e edição: Ierê Ferreira
Filmado com um celular

Música: Daqui da li ou de lá

Compositores: Bira da Vila e Serginho Meriti

Intérprete: Luiz Carlos da Vila

Música: A Voz do Morro

Compositor: Zé Keti

Intérprete: Edinho Oliveira e as Pastoras

Selo Negro lança segunda edição do “Dicionário escolar afro-brasileiro”

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Além de abordar temas como escravidão, racismo e desigualdade social, Nei Lopes apresenta biografias de personalidades negras que se destacaram e se destacam na política, nas artes plásticas, na religião, na música, nos esportes, no ensino e em muitas outras esferas da vida cotidiana brasileira

No Folha do Estado

Partindo do pressuposto de que a igualdade social pode ser alcançada especialmente pela educação, o escritor, cantor e compositor Nei Lopes apresenta aos estudantes o Dicionário escolar afro-brasileiro (176 p., R$ 47,00), segunda edição revista e atualizada, da Selo Negro Edições. Escrito com leveza, em linguagem clara e acessível, o livro traz verbetes com informações sobre o universo dos afrodescendentes no Brasil, com uma visão crítica e atualizada de temas fundamentais para a compreensão da situação do negro no país.

Militante de longa data e profundo conhecedor da cultura afro-brasileira, Nei conseguiu a proeza de unir sua erudição ao didatismo. “É um trabalho diferente em forma e conteúdo, pois traz informações mais pertinentes ao universo e à área de interesse do estudante, dando ênfase à luta contra o racismo no Brasil por intermédio de suas organizações de militância e das iniciativas daí decorrentes”, diz o autor.

O objetivo da obra, segundo Nei, é elevar a autoestima do jovem afrodescendente, dando visibilidade às personalidades negras que tanto fizeram pelo país, porém foram esquecidas no conteúdo escolar. “Na minha infância, não havia referência ao negro brasileiro, não havia exemplos positivos. Eles existem e o repertório é grande. O jovem precisa saber disso”, afirma o autor, lembrando que o resgate histórico dessas raízes poderá promover profundas mudanças sociais.

Além de abordar de forma aprofundada temas como escravidão, racismo e desigualdade social, o livro apresenta biografias de personalidades negras que se destacaram e se destacam na política, nas artes plásticas, na religião, na música, nos esportes, no ensino e em muitas outras esferas da vida cotidiana brasileira.

O estudante encontrará, por exemplo, informações sobre Abdias Nascimento, político, artista e escritor brasileiro nascido em Franca, interior de São Paulo, em 1914. Ele foi o organizador do 1º Congresso do Negro Brasileiro e fundou e dirigiu o jornal Quilombo e o Museu de Arte Negra. Há também verbetes sobre cantores, como Silvio Caldas, Pixinguinha e João da Baiana, atrizes, como Zezé Mota, e artistas, como Arthur Bispo do Rosário.

Apesar de ter sido escrito especialmente para o estudante brasileiro, o Dicionário pode ser lido por educadores, pesquisadores, militantes pelos direitos civis da população negra e qualquer pessoa que se interesse pela verdadeira história do Brasil.

O autor – Nascido na zona suburbana carioca em maio de 1942, Nei Lopes bacharelou-se pela antiga Faculdade Nacional de Direito da atual UFRJ, aos 24 anos de idade. No início dos anos 1970, abandonando advocacia, passou a se dedicar à carreira artística, tornando-se compositor profissional de música popular. Na década seguinte, destacou-se também por sua militância pelos direitos civis do povo negro, publicando a partir de 1981 alguns livros pioneiros, como Bantos, malês e identidade negra, O negro no Rio de Janeiro e sua tradição musical, Sambeabá e Novo dicionário banto do Brasil, além de artigos e ensaios no exterior e coletâneas de contos e poemas, sempre evidenciando sua condição de brasileiro afrodescendente. Sua obra mais abrangente é a Enciclopédia brasileira da diáspora africana, publicada pela Selo Negro Edições. Na música popular, é autor consagrado em parcerias e interpretações de grandes nomes do cenário artístico do país, sendo também intérprete de suas obras.

1/4/2015Geledés Instituto da Mulher Negra

 

 

Fotos Ierê Ferreira

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