Luiz Carlos da Vila


Hoje é dia 20 de outubro de 2010, dia do poeta e há dois anos atrás, o poeta do samba, Luiz Carlos da Vila foi cantar no céu e ficamos aqui, cantando seus versos de amor. Amor pelas vilas, pelo povo, pelo samba que em certa canção chamou de alta bandeira.

 

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Luiz Carlos da Vila poeta, cantor e compositor. Nasceu no bairro carioca de Ramos. O nome artístico “da Vila” foi incorporado em 1977, após sua entrada na ala de compositores da escola de samba Vila Isabel. O nome também era creditado a ele por ser morador do bairro Vila da Penha, mais especificadamente da Travessa da Amizade. Seu primeiro instrumento foi um acordeão, seguido de um violão que ganhou ainda na adolescência. Luiz era um freqüentador apaixonado do  Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos e no final da década de 1970, foi considerado um dos formatadores do samba carioca contemporâneo, com uma geração de compositores integrada também por Jorge Aragão, Arlindo Cruz, Sereno, Sombrinha, Sombra, Cláudio Camunguelo, entre outros.

Certa vez em uma entrevista para a TV, ele perguntou a repórter se ela sabia qual era a maior invenção do homem? E a repórter respondeu “eu acho que foi a roda”, e ele então perguntou: E a segunda maior invenção, qual foi? A repórter não soube responder e ele afirmou: foi a roda de samba minha filha!

 

O Brasil inteiro cantou suas músicas. “Por Um Dia de Graça” ecoou na campanha das diretas já, e com a música “Kizomba Festa da Raça”, Luiz Carlos da vila levou a Escola de samba Vila Isabel a conquistar seu primeiro campeonato em 1988.

 

Dentre todas as matérias publicadas na época em que o poeta nos deixou, destacamos um trecho da crônica do crítico musical e jornalista Ricardo Cravo Albin, publicada no Jornal O Dia: “Luiz Carlos da Vila e Artur Sendas, meus queridos amigos e que morreram na mesma hora e no mesmo dia, tinham a fidalguia natural dos nobres de espírito. Ambos ostentavam a doçura do coração, a bondade estrutural, a bem-aventurança da fé. Sim, porque os dois pautaram vidas que foram além da dignidade comum: eles detinham a superioridade do crer no ser humano, do buscar a felicidade dos seus semelhantes, do compartilhar”.

 

Sem falar na Kizomba

Ierê Ferreira

Luiz você fez!
Você quis
E nos emocionou com frases sutis
Nos ensinou como recompor a energia do amor
Você pintou um azul do céu se admirar
E num xaxim você plantou um baita de um Jequitibá
E lá no Cacique de Ramos embaixo da Tamarineira
Fez a festa popular, isso sem falar na Kizomba.
Seus pés sempre sambaram pelas mãos de um bamba
Você provou que a alta bandeira do povo é o samba
Uma eminência negra
Luiz você fez!
Você quis
E nos ensinou com frases sutis
Que a chama não se apagou
Nem se apagara.
Valeu Zumbi.

A FAROFA REUNIDA EM DVD


Por: Ierê Ferreira


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Na noite do dia 10 de setembro de 2010 os cariocas ganharam de presente um encontro musical que entrou para a história do Circo Voador. Gabriel Moura e Seu Jorge reviveram momentos mágicos com o grupo Farofa Carioca, onde começaram as suas carreiras de sucesso como músicos cantores e compositores. O grupo Farofa Carioca surgiu no cenário musical há exatos 13 anos e na época os “caras” revolucionaram a música, misturando samba, jongo, Rip Hop além de outros gêneros e o resultado desta farofa foi o CD “Moro no Brasil”, um disco cheio de swing, humor e críticas sociais que até hoje faz sucesso nas melhores pistas de dança.

Seu Jorge e Gabriel Moura saíram do grupo para se aventurarem em carreira solo e suas composições em parcerias recheiam de sucesso os CDs de ambos.

Naquela época, o grupo Farofa Carioca contava ainda com a genialidade do flautista Bertrand Doussain, um francês carinhosamente apelidado de Bebé da Mangueira, que além de temperar a Farofa com solos da sua flauta mágica, ainda ajudou o percussionista Wellington Coelho a criar o nome da banda. Depois do primeiro disco, Bertrand voltou ao seu país de origem.

O grupo Farofa Carioca resistiu bravamente, demonstrando a força guerreira de Wellington Coelho, Sérgio Granha, Valmir Ribeiro, Carlos Moura, Sandro Marcio e Mario Broder.  Em 2008, esta rapaziada hiper ativa lançou o segundo disco, o CD “Tubo de Ensaio”.

Sexta feira, dia 10 de setembro de 2010, Circo Voador lotado, a família Farofa Carioca toda reunida para a gravação do primeiro DVD da banda. Aproveitei este momento para saber do Seu Jorge como resumiria este encontro.

Seu Jorge – É muito importante, anos depois, reviver nossa historia. Nós nos dividimos, eu Gabriel e Bertrand, cada um foi para um lado e o grupo seguiu e o mais bacana de tudo isso é ver a resistência do grupo no Rio de Janeiro onde muito poucas coisas conseguem resistir. As erosões que vemos na cultura são erosões muito grandes. Esta celebração é muito importante pra nós, porque estamos aqui no Circo Voador e esta formação, a formação original na época, não conseguiu tocar neste lugar e hoje, poder estar aqui fazendo um DVD é muito bom. Cheguei ontem de Los Angeles e estou cansadão, mas revigorado também porque cheguei aqui e encontrei esses “caras”, é como se eu estivesse ensaiado com eles a semana toda, muito maneiro, maior astral. Para quem gosta do Farofa, quem viu o Farofa na época em que começamos esta brincadeira e veio aqui hoje, ficou muito emocionado porque viu todo mundo junto de novo, ainda mais na nossa idade, depois de todos os tipo de especulações que foram feitas quando eu sai do grupo e do porquê que eu sai. Nada disso, 13 anos depois, tem mais importância. Acho que o mais importante agora é entender que esta década é uma década nova, que  estamos prontos e mais maduros, bem mais maduros que antes, para contar uma nova história da música Brasileira, na música Brasileira, com a música do Farofa Carioca, a música que o Farofa resolveu tocar pra si e para as pessoas também. Estou muito feliz de ver e poder participar da festa deste DVD.

Ierê Ferreira – Seu Jorge, gostaria de aproveita este momento para contar aos leitores da nossa coluna sobre esta sua relação forte com o samba e as influências do samba na sua música e na música do Farofa Carioca.

Seu Jorge – Eu nasci no subúrbio do Rio de Janeiro, acompanhei e cresci com tudo isso e a minha relação com o samba é de muita intimidade. Intimidade de quem gosta e respeita, na música que eu faço, o samba me acompanha, porque eu sou “negroide” e não tem outro jeito, o samba é uma música “negroide” e é super bom poder ter este gênero aqui dentro de mim e tocar isso no Brasil e no mundo, tocar para qualquer um. Nascer com o samba, respeitar os amigos do samba. O samba é como o ar que eu respiro, a água que eu bebo, o sono que eu durmo. O samba está embutido em todos estes sentimentos.

Ierê Ferreira – Seu Jorge, para finalizar, gostaria que você resumisse esta frase “Samba Identidade Nossa”.

Seu Jorge – Acho que o samba é uma identidade do Brasil e uma vez no Brasil não precisa nem nascer aqui, mas uma vez no Brasil, morando, passando sufoco neste país, sonhando como todo mundo, o samba é uma identidade nossa e é o jeito da gente estar na vida. Jeito Brasileiro de viver, crescer e sonhar. O samba esta dentro, faz parte, protege e é isso ai o samba é identidade nossa.

A gravação do DVD do Farofa Carioca contou também com a participação da madrinha da Banda e grande sambista Elza Soares. Esta história contaremos em outra ocasião.

Farofa Carioca também é Samba Identidade Nossa!

Deni de Lima – O Cara


Por: Ierê Ferreira

Mais um nome que se perpetuará dentro do “Eterno Romance do Samba”.

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O tio Osório de Lima era um grande partideiro e seguindo os passos do seu tio, Deni aos 16 anos já cantava no pagode da Tia Doca e nas rodas de samba do bloco Cacique de Ramos (Berço do Pagode e reduto do Samba Carioca). Deni era um versador nato, de atitude e não perdia para ninguém. Foi aí que o compositor, Beto Sem Braço, o adotou como interprete assim como fez com Zeca Pagodinho. Deni de Lima interpretou duos de sua autoria com Arlindo Cruz e Adilson Victor e cantou ao lado de Zeca Pagodinho. Juntos gravaram os sucessos Hei de guardar teu nome; Vou lhe deixar no sereno e A Macumba da Nega. Em fevereiro de 1986, foi levado por Zeca Pagodinho a São Paulo onde gravou seu LP  com o titulo: Denni de Lima; lançado no ano seguinte, e o sucesso foi a musica, Céu da boca. No mesmo ano, fez dueto com Beth Carvalho onde gravaram juntos o samba Domingo de Manhã. Também gravou junto com Serginho Merití o samba Esganado. Sua última participação especial como intérprete ao lado de Zeca Pagodinho foi no samba intitulado A Faixa Amarela pela Gravadora Universal, em 1998. Deni de Lima circulava pelos pagodes da cidade e sempre levava novidade. No clube Renascença era a alegria da roda de samba, no pagode do Arruda versava com o dia claro e juntava gente pra ver. Há uns três anos atrás, vi o Deni versando no ritmo calango contra o parceiro Dudu Nobre e Xandy de Pilares e mais uma vez ele foi o cara. Deny de Lima considerado o maior versador da atualidade foi versar em outros terreiros. Mais sua presença esta marcada nos passos, nos versos e nas palmas dos sambistas.

Palmas para Deni de Lima que sempre foi, é e será Samba Identidade Nossa!


Pesquisa Dicionário Ricardo Cravo Albim

Mandala que canta a ancestralidade


Por Sylvia Helena Arcuri


Peço licença a  Ierê Ferreira e escrevo.

Percebo a roda de samba como uma Mandala que canta a ancestralidade. A comunhão com o outro se instala e cada um que participa dar uma cor, um tom, uma harmonia que combinadas culminam numa grande festa de respeito e liberdade.

O primeiro contato que tive com o partido alto foi através de um tio, frequentador das rodas de samba do Cacique de Ramos, lá pelos idos dos anos 70, em pleno período de silêncio. O samba não se calava e esse meu tio escutava, quase o dia inteiro, o LP Partido em 5. Ainda escuto Candeia, Velha, Casquinha, Anézio, Wilson Moreira, Joãozinho da Pecadora,  Doutô e minha memória busca nas gavetas do passado, dias em que os que tinham quase nada para sobreviver, tinham muito para contar, cantar e mostravam a cara de um povo que precisava se afirmar como tal. Candeia, como tantos outros, foi responsável por essa afirmação. Já houve muitos estudos sobre a identidade, a afirmação, a ancestralidade do povo negro brasileiro e não cabe aqui um estudo aprofundado, portanto vejam esse vídeo encontrado na internet que mostra bem como era e como ainda é cantar dentro da Mandala da Ancestralidade.

Candeia merece todos os elogios, estudos e nosso respeito,  mas hoje apenas digo que ele é:

Samba Identidade Nossa!

O Galocanto e o samba agradece.


Por: Ierê Ferreira

Desta vez o nosso papo de samba traz notícias do Galocanto.

Na verdade já vem cantando há muito tempo e para falar desta rapaziada quero tentar refazer resumidamente este caminho.

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Uma das primeiras rodas de samba dos Arcos da Lapa, era composta pelos bambas: Renatinho Partideiro, Marquinhos de Osvaldo Cruz, Edinho Oliveira e Ivan Milanez entre outros. Foi nesta roda de samba que eu passei a ver alguns integrantes que hoje compõem o grupo Galocanto e comecei a acompanhar a trajetória desta galera, que com perseverança e muito trabalho, vem imprimindo o que há de melhor no samba da cidade maravilhosa. Rodrigo Carvalho – o Biro, Edison Cortes  –  o Dinho e  Lula Matos foram os primeiros que conheci. Logo depois reencontrei a rapaziada engajada na roda de samba da feira da Glória. E era assim,  estávamos sempre nos encontrando pelas rodas de samba, até que  eles começaram uma nova etapa: O Terreiro do Galo, que teve uma bela temporada de sucesso quando reunia, todos os domingos, na quadra da escola São Clemente, grandes nomes do samba e um publico que vinha de todos os  lugares para ver e ouvir o cavaquinho de Pablo Amaral, a marcação de Léo Costinha e o violão de Marcelo Correia, juntamente com os já citados acima. No Terreiro do Galo todos os domingos era aquela festa! O samba comia solto e o compositor João Martins registro assim:

GALOCANTAR

Domingo é dia de samba
O fim de semana mereço esticar
Eu rapidamente me mando pros
Lados de lá
(Pra onde que eu vou?)
Terreiro que acolhe o bamba,
“Sambista de fé” e quem
Quiser chegar
Vambora que já ta na
Hora de “Galocantar”!
É diferente, vem gente
De todo lugar
E a gente sente, o clima no ar
É “fina essa batucada”, é pão
Que alimenta” o nosso sonhar
Vambora que já ta na
Hora de
De Galocantar”!
Perto de verdade, o canto
Da cidade é quintal de casa,
Tão fácil de achar
Vambora que já tá na hora
De Galocantar”

Foi com esta música que o cantor e compositor João Martins venceu o concurso de samba do Terreiro do Galo.

No ano de 2006 o grupo Galocanto lançou o seu primeiro CD com o titulo – Fina Batucada –  um disco autoral, independente, ousado e com personalidade, que contou com a participação da velha guarda do Império, Arlindo Cruz, Ubirany do Fundo de Quintal e a madrinha do samba Beth Carvalho bambas que prazerosamente abraçaram o projeto dos meninos do Galocanto e que com o CD de estréia ganharam a indicação para o premio Tim de melhor grupo de samba.

No dia 06 de Julho estava fotografando o show do grupo Galocanto dentro do projeto: No Principio Era A Roda quando ouvi o vocalista Biro emocionado dizer; Lirismo do Rio é o nosso segundo disco e pela segunda vez somos indicados a um prêmio, desta vez Prêmio da Musica Brasileira. O padrinho Ivan Milanez sorriu orgulhoso dos meninos que ele batizou em sua própria roda de samba.

Lirismo do Rio é mais uma obra primorosa desta rapaziada que não perde a ousadia da juventude. Abrindo os trabalhos desse disco a música Resistência, de Zé Luiz e Nei Lopes aconselha: “Resista que o dever do artista é resistir,  pra não morrer vivo, nem cativo sucumbi”. Samba lindamente interpretado por todos os Galos.

O samba que da nome ao CD, é prata da casa! E pergunta onde o lirismo do Rio está? Lirismo do Rio é um samba swingado e bom de dançar, composição de Edison Cortez, Binho Sá e Alexandre Guichard. Fotografias de Papel é daqueles partidos que nos pega de imediato e nos trazem belas lembranças e os Galo ainda se encarregaram dos versos de improviso no final, este samba é de Fred Camacho e Rodrigo Carvalho, por tanto, prata da casa também. Meu Baio Meus Balaios,  partido alto à moda antiga de Wilson Moreira  é  interpretado por Lula Matos e caprichado nos corais. O Som do Samba, bom para riscar o salão, de Luiz Grande, Marquinhos Diniz e Barberinho Grupo Trio Calafrio. Roçado,  samba forrozado de Edison Cortes, Lula Matos e João Martins que sugere boas lembranças. Samba Oriundo, de Edison Cortes, Wantuir e Niquinho Azevedo.  Agora  é o momento de falar de respeito ao samba e a sua ancestralidade, Baile de Saci,  samba de Toninho Geraes e Toninho Nascimento uma critica bem humorada, e cheia de nonos provérbios. Pátria Amada,  de Ivan Aurélio, Edison Cortez e Floriano Silva é um lindo samba, e bem cadenciado, que retrata fielmente o povo que não se entrega em meio a esta guerra e ainda encontra forçar para cantar. Ilha do Abandono, mais um belo samba de Edison Cortez e Niquinho Azevedo dando ênfase ao amor que  se foi. Sei Chorar,  assinado por Rodrigo Carvalho – o Biro e Fred Camacho, samba que sugere: que cantar supera a dor de uma desilusão. Haja Coração,  de Edu Tardin, Edison Cortez e Paulo Franco mais um belo samba que retrata um romance em desalinho. Velha Estrada, de Edu Tardin e Rodrigo Carvalho mantém esta parte do disco nas estradas do amor e da saudade.  Alforria do Morro, de Marcelo Correia, Fabio Rodrigues e Edison Cortes, samba que me lembra as lindas histórias das Escolas de Samba Império Serrano e Quilombo, que são verdadeiros roteiros cinematográficos. E para fechar esta obra impressa pela rapaziada do Galocanto o samba,  Arte do Povo, de Paulo Franco Mingo e Baiaco que chegam de punhos fechados na defesa desta arte que confere identidade ao Brasil.

Parabéns a esta galera que é Samba Identidade Nossa!


Toninho Geraes e Aline Calixto


Por: Ierê Ferreira

E no caminho destes dois personagens estão os estados de Minas e o Rio de Janeiro e o elo mais forte desta corrente sem duvida nenhuma é o samba!

Toninho Geraes, mineiro de Belo Horizonte, veio para o Rio de Janeiro ainda jovem. No Rio conheceu o compositor da escola de samba Império Serrano, (Beto Sem Braço), que o levou para participar dos “pagodes da tamarineira”, como era chamada a roda de samba que alguns frequentadores do futebol faziam no bloco carnavalesco Cacique de Ramos no subúrbio de Olaria. Frequentador assíduo esta roda de samba, que virou referencia nacional, conheceu Zeca Pagodinho, Almir Gunéto, Jorge Aragão, Bira Presidente, Jovelina Pérola Negra, Arlindo Cruz e outros que também participaram do inicio do “pagode” no Rio de Janeiro e tornaram a historia do Cacique de Ramos ainda mais rica.

Toninho Geraes já conhece o sucesso através de suas composições nas vozes de grandes nomes do mundo do samba. São mais de 200 musicas gravadas, incluindo o clássico “Mulheres”, famosa na voz de Martinho da Vila, e grandes canções interpretadas por Zeca Pagodinho. Além dessas, outros sucessos como: “Uma Prova de Amor” (vencedora do Prêmio da Música Brasileira 2009 na categoria Melhor Canção), “ Seu Balance” e “Pago Pra Ver” e ainda mais recente em “Sem Você Não dá”, musica de trabalho do DVD de Diogo Nogueira. Dentre tantas composições, esse mineiro sempre mostrou a que veio, fazendo suas letras ecoarem em uníssono na ponta da língua do povo do samba.

Toninho Geraes traz em seu mais novo CD, “Preceito” com composições inéditas e regravações. É dele, também, a linda “Tudo que Sou”, parceria com o xará Toninho Nascimento e gravada péla jovem Aline Calixto.


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Jovem linda e talentosa, Aline Calixto é uma das grandes promessas da nova geração de sambistas. Comprometida com o samba na sua essência, é comum encontrá-la na companhia dos protagonistas da historia do samba como Monarco, Nelson Sargento, Wilson Moreira, Martinho da Vila, e de novos talentos como Mart’nália Diogo Nogueira, Leandro Sapucahy entre ouros.

A jovem vem se destacando no cenário do samba, chamado atenção do público e de críticos importantes. Após uma bem-sucedida trajetória no cenário independente, a artista lança seu álbum de estréia, “Aline Calixto”, pela gravadora Warner Music. Sua maneira “amineirada” e carismática de cantar vem encantando pessoas de todas as idades. Por onde passa, sacolejando belos figurinos e espalhando o feitiço da sua voz, ganha mais e mais fãs.

Carioca de nascimento, porém criada em Minas Gerais, Aline venceu diversos prêmios, entre eles o concurso “Novos Bambas do Velho Samba” edição 2008, realizado pela tradicional casa Carioca da Gema.

Alina Calixto e Toninho Gerais também são elos da nossa corrente.

Também são Samba Identidade Nossa!

Janaína Moreno


Por: Ierê Ferreira


Sabe aquela morenice de parar o trânsito?


Então, misture isso a uma voz poderosa e a uma alegria que só se encontram em uma pessoa que sabe o que faz e aonde quer chegar. Isso sem falar no “swing” mineiro que aliado à malandragem carioca faz a “geral” sambar em plena segunda-feira sem futebol.

Janaina Moreno canta e interpreta de forma madura as canções que escolhe. Não é à toa que vem conquistando seu espaço na cena das principais casas de samba do Rio, chamando atenção do público e  da crítica especializada. Em 2009 ganhou o  concurso “Novos Bambas do Velho Samba”, uma realização da tradicional casa de Samba da Lapa/RJ, Carioca  da Gema. Graças à força das suas apresentações  vivas e contagiantes, a sua presença de palco e  a sua pesquisa de repertório, Janaína Moreno é apontada como uma das principais  revelações  para 2010. Atriz formada pela UFMG, já  trabalhou com grupos de teatro como: o Grupo Galpão e a Cia. Terceira Margem, ambos em Belo Horizonte. A cantora e atriz sempre conciliou as duas profissões.  Frequentadora de rodas de samba tanto em Minas Gerais como no Rio de Janeiro,  Janaína Moreno já  dividiu palco  com os bambas da velha guarda do samba, como D.Ivone Lara, Noca da Portela, Walter Alfaiate, Monarco, Paulão 7 cordas, Moacyr Luz , Toninho Geraes e com os novos representantes   do samba como, Fabiana Cozza,  Edu Krieger, Pedro Miranda, Ana Costa e Luiza Dionísio. Recentemente participou do DVD da sambista  Tereza Cristina, ao lado de Seu Jorge e Marisa Monte.

Radicada há um ano na cidade do Rio de Janeiro, a cantora se apresenta às sextas-feiras no Centro Cultural Carioca e aos sábados no Semente e se concentra na escolha de repertório para seu primeiro disco, que será produzido por Nicolas Krassik.

Isso tudo e mais um pouco faz de Janaina Moreno membro desta comunidade intitulada Samba Identidade Nossa.

Seja bem vinda!

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