Viradouro 2016 – Samba Campeão


Autores: Paulo César Feital, Zé Glória, Felipe Filósofo, Maria Preta, Fabio Borges, William
Participação especial: Zé Augusto e Bertolo
Intérpretes: Wander Pires, Ademir Ribeiro, Kaisso, Roni e J. Fragoso

Viradouro no couro do tambor
Pediu a Oxum e Xangô (Ora Yê, Yê, Kawô)
E a Olodumaré, no Ifé
Que o africano caminheiro
Desça em solo brasileiro
Pra falar da Luz de Nazaré
O porta-voz da harmonia e da paz
O mensageiro dos Orixás
Enfim, já baixou na aldeia
Que Aparecida clareia
Com a benção do Cristo Redentor
E a Sapucaí incendeia
Na chama da sua candeia… Incorporou

Meu nome é Alabê de Jerusalém
Voltei a Terra pra matar saudade
Vim falar de amor, de tolerância e igualdade

Cruzei Egito, Roma e Judeia
Amei Judith, a flor de Cesareia
O Rei dos reis que conheci se espanta
E chora com essa guerra santa
Que sangra esse planeta azul
Ó meu Brasil, cuidado com a intolerância
Tu és a pátria da esperança
À luz do Cruzeiro do Sul
Um país que tem coroa assim tão forte
Não pode abusar da sorte
Que lhe dedicou Olorum

Kawó Kabiesilé Xangô
Ora Yê Yê, Mamãe Oxum do ouro
São João Batista que me batizou
É o protetor da minha Viradouro

Farta Magia


O ultimo dia 29 de novembro entrou para historia como o dia da inauguração da Casa do Jongo da Serrinha. A casa foi construída na rua Compositor Silas de Oliveira na subida do Morro da Serrinha em Madureira, reduto de grandes bambas e fundadores das Escolas de Samba Império Serrano e Portela. A festa reuniu artistas de várias células da cultura popular, e porque não dizer da cultura negra?

Foi uma festa de tambores e turbantes, colares e contas. Uma maravilha de cenário que só se vê quando a nossa gente se reúne, se enfeita, se ilumina e tocam os tambores para saudar e agradecer aos ancestrais.

Darcy Monteiro, o Mestre Darcy do Jongo da Serrinha, com certeza se fez presente e devia estar extremamente feliz. Pois a escola dos seus sonhos agora é uma realidade e muitos dos seus alunos e alunas hoje são mestres, pois souberam aprender para ensinar. Que isso sirva de exemplo! Na minha humilde opinião é assim que poderemos salvar uma parte da nossa juventude, contando as historias dos nossos heróis e dando a eles a responsabilidade de preservar a nossa cultura.Tenho a certeza que foram estes os ensinamentos dos baluartes deste canto tão especial da cidade.

O bairro de Madureira é um dos maiores redutos de negros do Rio de Janeiro. Sendo o 2° maior centro comercial, o 5° centro financeiro da cidade e o maior do subúrbio. Tem grande potencial para fazer da cultura uma arma contra preconceito e o genocídio dos nossos jovens.

O bairro é famoso por sediar duas grandes escolas de samba, Império Serrano e Portela. E há muitos anos vem promovendo o famoso baile charme do viaduto de Madureira. Acredito que essas e outras células de cultura devem buscar o fortalecimento se conectando em redes. E assim promover a troca de conhecimentos e apoio junto as escolas publicas e privadas.  Através das múltiplas expressões culturais buscando o resgate dos jovens em situações de vulnerabilidade. Afinal de contas, “Madureira é caminho de Ogum e Iansã”.

E como já disse Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho: 

Ginga na cadência que é vida!

E apesar de tão sofrida,

Faz o mal se afastar”.

Parabéns a toda organização e todos os grupos e artistas que participaram deste momento de farta magia.

AXÉ!

Texto e fotos: Ierê Ferreira

Revisão: Daniele Araujo

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Roda de Samba no Buraco do Galo


Oswaldo Cruz
Rio de Janeiro.
Dia 06/06/2015
Câmera e edição: Ierê Ferreira
Filmado com um celular

Música: Daqui da li ou de lá

Compositores: Bira da Vila e Serginho Meriti

Intérprete: Luiz Carlos da Vila

Música: A Voz do Morro

Compositor: Zé Keti

Intérprete: Edinho Oliveira e as Pastoras

Selo Negro lança segunda edição do “Dicionário escolar afro-brasileiro”


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Além de abordar temas como escravidão, racismo e desigualdade social, Nei Lopes apresenta biografias de personalidades negras que se destacaram e se destacam na política, nas artes plásticas, na religião, na música, nos esportes, no ensino e em muitas outras esferas da vida cotidiana brasileira

No Folha do Estado

Partindo do pressuposto de que a igualdade social pode ser alcançada especialmente pela educação, o escritor, cantor e compositor Nei Lopes apresenta aos estudantes o Dicionário escolar afro-brasileiro (176 p., R$ 47,00), segunda edição revista e atualizada, da Selo Negro Edições. Escrito com leveza, em linguagem clara e acessível, o livro traz verbetes com informações sobre o universo dos afrodescendentes no Brasil, com uma visão crítica e atualizada de temas fundamentais para a compreensão da situação do negro no país.

Militante de longa data e profundo conhecedor da cultura afro-brasileira, Nei conseguiu a proeza de unir sua erudição ao didatismo. “É um trabalho diferente em forma e conteúdo, pois traz informações mais pertinentes ao universo e à área de interesse do estudante, dando ênfase à luta contra o racismo no Brasil por intermédio de suas organizações de militância e das iniciativas daí decorrentes”, diz o autor.

O objetivo da obra, segundo Nei, é elevar a autoestima do jovem afrodescendente, dando visibilidade às personalidades negras que tanto fizeram pelo país, porém foram esquecidas no conteúdo escolar. “Na minha infância, não havia referência ao negro brasileiro, não havia exemplos positivos. Eles existem e o repertório é grande. O jovem precisa saber disso”, afirma o autor, lembrando que o resgate histórico dessas raízes poderá promover profundas mudanças sociais.

Além de abordar de forma aprofundada temas como escravidão, racismo e desigualdade social, o livro apresenta biografias de personalidades negras que se destacaram e se destacam na política, nas artes plásticas, na religião, na música, nos esportes, no ensino e em muitas outras esferas da vida cotidiana brasileira.

O estudante encontrará, por exemplo, informações sobre Abdias Nascimento, político, artista e escritor brasileiro nascido em Franca, interior de São Paulo, em 1914. Ele foi o organizador do 1º Congresso do Negro Brasileiro e fundou e dirigiu o jornal Quilombo e o Museu de Arte Negra. Há também verbetes sobre cantores, como Silvio Caldas, Pixinguinha e João da Baiana, atrizes, como Zezé Mota, e artistas, como Arthur Bispo do Rosário.

Apesar de ter sido escrito especialmente para o estudante brasileiro, o Dicionário pode ser lido por educadores, pesquisadores, militantes pelos direitos civis da população negra e qualquer pessoa que se interesse pela verdadeira história do Brasil.

O autor – Nascido na zona suburbana carioca em maio de 1942, Nei Lopes bacharelou-se pela antiga Faculdade Nacional de Direito da atual UFRJ, aos 24 anos de idade. No início dos anos 1970, abandonando advocacia, passou a se dedicar à carreira artística, tornando-se compositor profissional de música popular. Na década seguinte, destacou-se também por sua militância pelos direitos civis do povo negro, publicando a partir de 1981 alguns livros pioneiros, como Bantos, malês e identidade negra, O negro no Rio de Janeiro e sua tradição musical, Sambeabá e Novo dicionário banto do Brasil, além de artigos e ensaios no exterior e coletâneas de contos e poemas, sempre evidenciando sua condição de brasileiro afrodescendente. Sua obra mais abrangente é a Enciclopédia brasileira da diáspora africana, publicada pela Selo Negro Edições. Na música popular, é autor consagrado em parcerias e interpretações de grandes nomes do cenário artístico do país, sendo também intérprete de suas obras.

1/4/2015Geledés Instituto da Mulher Negra

 

 

Fotos Ierê Ferreira

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Os 80 anos de Candeia, um defensor do samba-enredo


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Foto: Ierê Ferreira99804-Candeia-

Cultura

Samba
Os 80 anos de Candeia, um defensor do samba-enredo
Músico dirigia a ala de compositores da Portela quando escreveu um manifesto contra o desvirtuamento das tradições
por Ana Ferraz — publicado 16/02/2015 08:16, última modificação 16/02/2015 09:34

Quando era adolescente, a cantora e compositora Teresa Cristina só queria saber de ouvir o som negro americano. Em seu toca-discos revezavam-se fazedores de sucessos da

Motown, como Barry White e Diana Ross. Tempos depois, estudante de Literatura Brasileira, viveu uma epifania quando um amigo lhe trouxe o CD Samba de Roda, de Candeia. Ao colocar o disco, foi invadida por uma onda de emoção. “Conhecia todas as músicas, pois meu pai ouvia muito Candeia. Foi uma sensação mística, uma conversão. No mesmo momento tive vergonha por não ter prestado atenção numa obra tão rica e me veio uma voz que dizia: ‘Você tem de mostrar para seu pai que entendeu o Candeia’.”

A intérprete, então com 25 anos, iniciava-se na profissão e o reencontro com a obra de Antonio Candeia Filho (1935-1978), ardoroso defensor do samba tradicional e autor de obras-primas imortalizadas por Cartola e Clara Nunes, foi definidor. “Minha carreira se divide entre antes e depois de Candeia.” Teresa seguiu o chamado. Procurou o biógrafo do compositor, João Baptista Vargens, foi atrás da Velha-Guarda da Portela, de Monarco, Tia Surica. Com o grupo Semente, começou a cantar Candeia. Mergulhou nos sambas de terreiro, recebeu de Cristina Buarque fitas com bambas como Zé Ketti e Clara Nunes. “A partir dessas pessoas incríveis construí minha base musical.”

Neste ano em que o compositor completaria 80 anos, Teresa vive nova grande emoção. Com Moacyr Luz e Cláudio Russo compôs o samba-enredo que o Grêmio Recreativo e Escola de Samba Renascer de Jacarepaguá, do grupo de acesso, leva à passarela do samba carioca neste sábado de Carnaval, Candeia! Manifesto ao Povo em Forma de Arte.

“O dia que recebi o convite foi mágico. Um desses pequenos milagres que passamos a não prestar atenção.” Ela relembra que estava em casa quando decidiu ir ao Samba do Trabalhador, que Moacyr Luz promove às segundas-feiras. Lá, o carnavalesco da Renascer, Jorge Caribé, dizia ao dono da festa que pretendia convidá-la para a missão de participar da composição do samba-enredo. “Achei que não saberia fazer, ainda mais com o andamento louco de hoje. Mas a questão é que não se tratava de qualquer tema, era para falar de um amor meu. Topei na hora.”
Em duas reuniões letra e melodia estavam prontas. A fortalecer o sortilégio, Teresa diz que acabara de escrever um verso e correu para mostrar aos parceiros quando teve outra surpresa. “Eles tinham criado a mesma frase, que diz assim: ‘Antonio, filho da flecha certeira’, uma referência a Oxóssi, de quem era filho espiritual. Candeia tem muita força, ele sobrevive, era um líder iluminado.”

A alegria da compositora neste ano de homenagens a Candeia – além do samba da Renascer, o selo Discobertas, do pesquisador Marcelo Froes, acaba de lançar parte da obra do compositor na caixa de cinco CDs Sou Mais o Samba (110 reais) – talvez amenize a tristeza que a invadiu quando idealizou aquele que considera o show mais importante de sua carreira. Teresa Cristina Canta Candeia tem um recorde ao avesso, três apresentações. “Não consegui patrocínio da Natura ou da Petrobras. Candeia não foi suficiente para nenhuma dessas marcas. Nem para a Prefeitura do Rio de Janeiro, ninguém quis. Para esses ‘mecenas’, Candeia ainda não é um nome.” Das três únicas récitas, em 2013, duas ela pagou do próprio bolso. A outra foi bancada por Paulo Jobim.

“Em 14 anos de pires na mão para mostrar Candeia, essa voz ainda muito necessária, aprendi que só querem dar
dinheiro a quem já tem, homenagear alguém que todo mundo conhece. A impressão é de que esse dinheiro de patrocínio está sempre nas mesmas mãos. Quem é amigo vai e pega.” Para Teresa, o convite da Renascer mostra uma compreensão de sua conexão com o portelense que se recusou a aceitar certas “modernidades”, entre as quais o surgimento da figura do carnavalesco, “pois antes quem escolhia o tema eram integrantes da escola”.
Em resposta ao que considerou um processo de descaracterização do samba autêntico, em 1975 Candeia criou o Grêmio Recreativo de Arte Negra e Escola de Samba Quilombo. “Ele começou a perceber que as escolas não estavam mais voltadas à tradição, às danças de porta-bandeira e mestre-sala, aos sambas de terreiro”, conta Selma, de 55 anos, filha do sambista e atual presidente do grêmio. Seu pai dirigia a ala de compositores da Portela quando escreveu um manifesto contra o desvirtuamento das tradições, recebido com desinteresse pelos dirigentes portelenses. Afastou-se da escola e passou a dedicar-se ao centro de preservação da arte negra que fundou no subúrbio de Acari.

“Ele percebeu que o negro precisava ter um espaço. Sambista sempre foi perseguido, considerado ladrão, maconheiro. Ele sofreu na pele esse tipo de perseguição e então tentou modificar o cenário. Meu pai era filho único, de família pequena, começou a estudar, fez concurso para a Polícia Civil. Era linha-dura, totalmente xerife, foi durão comigo também.”

Com quase 2 metros de altura, corpo domado pela atividade física e voz de comando, sofreu muito ao ficar paraplégico em 1965, numa briga de trânsito. Enquanto discutia com um motorista de caminhão que fechou seu carro, o colega deste desferiu cinco tiros, um dos quais se alojou na coluna. “Eu tinha 4 anos e lembro como ele sofria, não se adaptava à cadeira de rodas. Àquela altura tinha discos gravados, participava de programas de rádio e tevê. O crescimento maior dele como sambista deu-se a partir desse momento.”

Amigos da Velha-Guarda ajudaram Candeia a superar a tristeza. Chegavam do samba às 5 da manhã e continuavam a festa na varanda da casa do sambista. “Era uma casa de malucos. Pão com mortadela e samba rolando”, diverte-se Selma. “Minha música de ninar era samba. Festa de aniversário era samba. Tudo era samba.”

Froes, que pesquisa a obra de Candeia desde 2010, acha que ainda falta reconhecimento ao artista, que morreu aos 43 anos, deixou poucos discos, mas um repertório rico e atemporal, com músicas que circulam há 50 anos. “Ele é um dos pilares do samba dos anos 1960 e 1970, a base de tudo que se fez no gênero nessas últimas décadas.” Na caixa recém-lançada estão os três primeiros discos do sambista, Candeia (1970), Seguinte… Raiz (1971) e Samba de Roda (1975). Os outros dois CDs trazem raridades, como A La Orilla del Mar, a versão em espanhol de O Mar Serenou, interpretada por Martinha.

Filho de mãe beata, Candeia teve de se submeter a contragosto às vontades devocionais da matriarca e foi coroinha na Igreja de São Luiz Gonzaga, em Madureira. “Depois percebeu as raízes, caiu no samba e no candomblé, tinha o maior orgulho de ser filho de Oxóssi e Oxum”, revela Selma. Entre as memórias primeiras, lembra-se do pai em pleno processo criativo. “Ele não me deixava ir brincar na rua antes de anotar os versos. Levantava com o samba na cabeça, me chamava e dizia ‘Pega lá a caneta e escreve pro papai’. Era espontâneo, tinha de ser anotado na hora para não perder. Ficava solfejando e eu ali, doida para ir rolar bolinha de gude e peão com os meninos. Meu irmão mais velho, Jairo, era mais desligado, a tarefa de copiar era minha.”
Moacyr Luz, que tinha 20 anos quando conheceu Candeia, afirma que a liderança do compositor era nítida. “Ele numa cadeira de rodas, dando o tom das músicas, craques como Wilson Moreira no prato e faca, todos na mesma roda, um sonho.” Ele destaca a composição Me Alucina e considera Pintura sem Arte e Dia de Graça manifestos fundamentais do samba.

“Em conversa com Guinga, soube que Prece ao Sol foi feito na primeira fase de recuperação do acidente. Acabei gravando esse desabafo em 2001.” Para o compositor, o samba da Renascer, inspirado no sucesso O Mar Serenou, é sua contribuição, de Teresa e Russo por tanta inspiração. E é categórico: “Não tenho dúvidas em afirmar que, se uma roda de samba não tocar nada de Candeia, eu desconsidero…”

homenagen


Quero prestar minhas homenagens a dois irmãos com quem tive o prazer de dividir bons sambas no terreiro do Buraco do Galo e que nos deixaram e foram comungar co os Deuses!

Diogo e Shirra vamos de Bandeira da Fé!

Bandeira da Fé

Agepe

Bandeira da Fé
Zé Catimba e Martinho da Vila

Vamos
Levantar a bandeira da fé
Não esmoreçam e fiquem de pé
Pra mostrar que há força no amor

Vamos
Nos unir que eu sei que há jeito
E mostrar que nós temos direito
Pelo menos a compreensão

Senão um dia
Por qualquer pretexto
Nos botam cabresto e nos dão razão (2x)

Pra lutar pelos nossos direitos
Temos que organizar um mutirão
E abrir o nosso peito contra a lei
Do circo e pão

E ao mesmo tempo cantar, sambar, amar, curtir
Só assim tem validade minha gente
Esse nosso existir (2x)

Por isso nós vamos…

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Roda de Samba da pedra do sal


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Sem nenhuma apelação e mantendo a postura, o grupo Roda de Samba da Pedra do Sal vem honrosamente construindo a sua história, focado na tradição de cantar e tocar o bom samba de raiz, transformando as noites de segunda-feira, na zona portuária do Rio de Janeiro, em mais um dia para celebrar a ancestralidade e a negritude.

A Pedra do Sal é um símbolo da cultura e das tradições negras. Afirmo isso porque ali, entranhado na pedra, há o sangue e o suor de pessoas escravizadas que apesar das suas dores nos deixaram como legado a cultura e a força da transformação que ela tem.

O grupo Roda de Samba da Pedra do Sal está há seis anos firme neste propósito, sendo esta célula de resistência e propagando a nossa cultura.

No dia 26 de julho deste ano o grupo fez sua merecida festa de aniversário de seis anos com a participação marcante de Marquinho Diniz e se apresentou pela primeira vez no teatro Rival BR, palco onde se apresentam grandes nomes da nossa música.

Foi muito bonito poder presenciar este momento e ver o bom samba vencer e transpor barreiras, pois eu sei da luta que temos que travar com vários segmentos da sociedade para produzirmos cultura neste país, principalmente quando o negocio é cultura negra, popular e gestada por nós negros.

Parabéns! Sucesso sempre, e axé!!!

Serviço:

Toda segunda-feira tem Roda de Samba da Pedra do Sal. O grupo é formado por Rogerinho Família (cavaquinho), Juninho Travassos (cavaquinho), Peterson Vieira (percussão), Paulo César Correia (tantan), Wando Azevedo (surdo), Junior Silva (violão) e Walmir Pimentel (cuíca).

Texto e fotos: Ierê Ferreira