O ultimo dia 29 de novembro entrou para historia como o dia da inauguração da Casa do Jongo da Serrinha. A casa foi construída na rua Compositor Silas de Oliveira na subida do Morro da Serrinha em Madureira, reduto de grandes bambas e fundadores das Escolas de Samba Império Serrano e Portela. A festa reuniu artistas de várias células da cultura popular, e porque não dizer da cultura negra?

Foi uma festa de tambores e turbantes, colares e contas. Uma maravilha de cenário que só se vê quando a nossa gente se reúne, se enfeita, se ilumina e tocam os tambores para saudar e agradecer aos ancestrais.

Darcy Monteiro, o Mestre Darcy do Jongo da Serrinha, com certeza se fez presente e devia estar extremamente feliz. Pois a escola dos seus sonhos agora é uma realidade e muitos dos seus alunos e alunas hoje são mestres, pois souberam aprender para ensinar. Que isso sirva de exemplo! Na minha humilde opinião é assim que poderemos salvar uma parte da nossa juventude, contando as historias dos nossos heróis e dando a eles a responsabilidade de preservar a nossa cultura.Tenho a certeza que foram estes os ensinamentos dos baluartes deste canto tão especial da cidade.

O bairro de Madureira é um dos maiores redutos de negros do Rio de Janeiro. Sendo o 2° maior centro comercial, o 5° centro financeiro da cidade e o maior do subúrbio. Tem grande potencial para fazer da cultura uma arma contra preconceito e o genocídio dos nossos jovens.

O bairro é famoso por sediar duas grandes escolas de samba, Império Serrano e Portela. E há muitos anos vem promovendo o famoso baile charme do viaduto de Madureira. Acredito que essas e outras células de cultura devem buscar o fortalecimento se conectando em redes. E assim promover a troca de conhecimentos e apoio junto as escolas publicas e privadas.  Através das múltiplas expressões culturais buscando o resgate dos jovens em situações de vulnerabilidade. Afinal de contas, “Madureira é caminho de Ogum e Iansã”.

E como já disse Dona Ivone Lara e Délcio Carvalho: 

Ginga na cadência que é vida!

E apesar de tão sofrida,

Faz o mal se afastar”.

Parabéns a toda organização e todos os grupos e artistas que participaram deste momento de farta magia.

AXÉ!

Texto e fotos: Ierê Ferreira

Revisão: Daniele Araujo

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