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Sem nenhuma apelação e mantendo a postura, o grupo Roda de Samba da Pedra do Sal vem honrosamente construindo a sua história, focado na tradição de cantar e tocar o bom samba de raiz, transformando as noites de segunda-feira, na zona portuária do Rio de Janeiro, em mais um dia para celebrar a ancestralidade e a negritude.

A Pedra do Sal é um símbolo da cultura e das tradições negras. Afirmo isso porque ali, entranhado na pedra, há o sangue e o suor de pessoas escravizadas que apesar das suas dores nos deixaram como legado a cultura e a força da transformação que ela tem.

O grupo Roda de Samba da Pedra do Sal está há seis anos firme neste propósito, sendo esta célula de resistência e propagando a nossa cultura.

No dia 26 de julho deste ano o grupo fez sua merecida festa de aniversário de seis anos com a participação marcante de Marquinho Diniz e se apresentou pela primeira vez no teatro Rival BR, palco onde se apresentam grandes nomes da nossa música.

Foi muito bonito poder presenciar este momento e ver o bom samba vencer e transpor barreiras, pois eu sei da luta que temos que travar com vários segmentos da sociedade para produzirmos cultura neste país, principalmente quando o negocio é cultura negra, popular e gestada por nós negros.

Parabéns! Sucesso sempre, e axé!!!

Serviço:

Toda segunda-feira tem Roda de Samba da Pedra do Sal. O grupo é formado por Rogerinho Família (cavaquinho), Juninho Travassos (cavaquinho), Peterson Vieira (percussão), Paulo César Correia (tantan), Wando Azevedo (surdo), Junior Silva (violão) e Walmir Pimentel (cuíca).

Texto e fotos: Ierê Ferreira

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