Compartilhando mais esta emoção

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Fotos: Herme Santos, Alexandre Rosa e Ierê Ferreira

Hoje, depois da ressaca curada, fiz um passeio pelas imagens que capturamos durante o nosso encontro no dia 22 de abril. E não me contive de emoção ao rever vários momentos em que a expressão maior da alegria, o sorriso, estava estampado nos rostos dos amigos (a) e familiares. Estas imagens me envolveram e encheram meu coração! Foi um enorme prazer poder viver este momento e quero agradecer primeiramente aos DEUSES, pois aprendi que sem um desses elementos TERRA, ÁGUA, FOGO e AR, a vida não teria as cores e os odores que ela tem!

Arrecadamos 33 quilos de alimentos não perecíveis! É bem verdade que isso não é muita coisa mas, sei que vai contribuir com o Centro Cultural de Tradições Afro-Brasileiras Ylê Asè Egi Omim, CNPJ 09627968/0001-17, situado no Caminho do Boqueirão 334 – Ilha de Guaratiba.

O Axé Egi Omim é uma casa de candomblé estabelecida na Ilha de Guaratiba, zona oeste do Rio de Janeiro, sob a condução de Wanda Araújo, Yalorixá, jornalista e educadora social, com ampla experiência com o trabalho sociocultural com jovens e populações marginalizadas.

Além da ação religiosa, este é um coletivo diverso que através de encontros, oficinas e trabalho coletivo, busca meios de fortalecer a cultura do candomblé e interferir na realidade local, investindo na formação social, cultural e humanitária da comunidade; com a missão de discutir e difundir a cultura do candomblé para desenvolver ações de respeito à diversidade e às diferenças na constituição da população brasileira.

Quero agradecer também ao meu pai, em memória, com um poema a ele dedicado.

Meu parceiro

Amarilho Ferreira

Meu parceiro…
Parceiro em muitos carnavais.

Não era forte, nem valente.
Não era rico e nem culto.
Um pouco corcunda,
Meio gago
E sem talento pra música
A arte que mais gostava.

Meu parceiro
Não entendia de política
Mais sabia ser político.
Uma fera no volante
E sabia costurar fantasias.
No Cacique foi xavante,
Sempre andava elegante.

Meu parceiro…
De santo não tinha nada.
Bateu cabeça quando jovem.
Pagou o dízimo na terceira idade.
Do nada fazia rir
Até quando o caso era sério.

Meu parceiro me deu um violão,
E eu toque.
Mostrou-me uma letra,
E eu musiquei
Deu-me uma prática
E eu pratiquei, fotografei
E me formei.

Hoje meu parceiro falta,

Faz muita falta
17 de abril de 2010.
E eu…
Bem…
Ainda não sei como estou
Mas quero agradecer o que sou.

Obrigado pai…
Meu parceiro.

Quero agradecer a todos que estiveram presente nesta comemoração e contribuíram para que o nosso abraço coletivo fosse repleto de emoções. Agradeço a parceria da Estimativa, Ceap, Adriana Baptista, Luiz Bico do som, DJ Rodrigo Done, Jassanã Maria Ferreira, Lucia do Quilombo da Pedra do sal, Alexandre Rosa, Antonio Terra, Herme Santos, Marcelo Reis Paulo Rafael, Marcelo Elo e a todo direção do Centro de Artes Calouste Gulbenkian.

Aos músicos: Bida Nascimento, Elias José, Walmir Aragão, Frederico Puppy e Pedro Hugo.

E, para finalizar, quero dizer que acredito na coletividade e que juntos sempre teremos força para gestar nossas ideias! AXÉ

Ierê Ferreira

Revisão: Martha Imenes

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