Por: Ierê Ferreira


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Jovem, bonita e cantora de samba, ô sorte!

 

Vencedora do tradicional concurso do Carioca da Gema 2010, a jovem cantora Maria Menezes traz na sua vida a força e a perseverança de uma guerreira e é ela quem vai contar para nossos leitores de onde vem toda  sua musicalidade, energia beleza e amor pelo que faz.

 

Ierê Ferreira – Maria quando foi que você percebeu que queria ser cantora e quando o samba entrou na sua vida?

 

Maria Menezes – O samba esteve sempre presente na minha vida. Meu avô tocava banjo e fundou a primeira Escola de Samba de Rio Bonito, Estrela do Oriente. Minha mãe sempre esteve envolvida com Escola de Samba e música, embora não seja cantora, é grande admiradora de intérpretes da Música Popular Brasileira e isso influenciou desde criança a minha escolha para ser musicista.

 

Ierê Ferreira – Quem são as suas principais influências no samba?

 

Maria Menezes – Minhas influências são: Cartola, Nelson Cavaquinho, Clara Nunes, Paulo César Pinheiro, Dona Ivone Lara, Luiz Carlos da Vila, Beth Carvalho, Elis Regina, Elza Soares, Jovelina Pérola Negra, Zé Katimba, Roberto Ribeiro. Temos muitos colaboradores da resistência do samba e definir um é difícil. Cada um desses tem sua particularidade. Somam para que o samba permaneça vivo.

 

Ierê Ferreira – Como você ficou sabendo do concurso e como foi a sua participação?


Maria Menezes – Fiquei sabendo do concurso através do amigo Mingo, vencedor da 3ª Mostra de Novos Talentos do Carioca da Gema, que me incentivou juntamente com Luiz Henrique Faria, além da minha prima e produtora na ocasião, Estefânia.

 

Ierê Ferreira – Quem são os seus comparsas nesta façanha que te levou a esta maravilhosa conquista?

 

Maria Menezes – Meus queridos comparsas são: Flavinho Pizoti (violão), Paulinho Bandolim (bandolim), Ranieri Tiago (flauta), Declar (surdo e voz), Almir Sodré (pandeiro e voz).

 

Ierê Ferreira – Fale um pouco sobre a sensação, de cantar no Carioca da Gema, uma casa onde grandes sambistas se apresentam toda semana?

 

Maria Menezes – Sempre sonhei em cantar no Carioca da Gema, uma casa super prestigiada, que tem como platéia pessoas do mundo inteiro e músicos de alto nível. É muita emoção, um sonho realizado!

 

Ierê Ferreira – Quando poderemos ouvir seu primeiro CD e qual o compositor de samba da nova geração você gosta de interpretar?

 

Maria Menezes – Estamos trabalhando para isso, talvez no final do ano saia o CD. Gosto das canções de Mingo, João Martins e Flávia Uva.

 

Ierê Ferreira – Politicamente falando, qual o caminho que você espera que o samba siga?

 

Maria Menezes – Fico feliz em saber que o que era proscrito vem sendo, a cada dia, aceito e admirado pela grande maioria da população. Nossos mestres, intérpretes e compositores sofreram para quebrar a barreira do preconceito e nós temos o compromisso de não deixarmos que essa luta seja inglória. Devemos contribuir para que o samba continue fazendo parte da história da música popular brasileira, em posição de destaque.

 

Ierê Ferreira – Agora gostaríamos que você deixasse uma mensagem para os jovens leitores e sambistas do Samba Identidade Nossa.

 

Maria Menezes – Para aqueles que amam o samba, como eu, deixo uma mensagem de otimismo e perseverança. O início da carreira de cantor requer muito aprendizado, disciplina e humildade. Ouvir vários intérpretes nos leva a encontrar a nossa identidade com um ou outro compositor e assim a interpretação do repertório fica bem bacana.

 

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