Por: Ierê Ferreira

Mais um nome que se perpetuará dentro do “Eterno Romance do Samba”.

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O tio Osório de Lima era um grande partideiro e seguindo os passos do seu tio, Deni aos 16 anos já cantava no pagode da Tia Doca e nas rodas de samba do bloco Cacique de Ramos (Berço do Pagode e reduto do Samba Carioca). Deni era um versador nato, de atitude e não perdia para ninguém. Foi aí que o compositor, Beto Sem Braço, o adotou como interprete assim como fez com Zeca Pagodinho. Deni de Lima interpretou duos de sua autoria com Arlindo Cruz e Adilson Victor e cantou ao lado de Zeca Pagodinho. Juntos gravaram os sucessos Hei de guardar teu nome; Vou lhe deixar no sereno e A Macumba da Nega. Em fevereiro de 1986, foi levado por Zeca Pagodinho a São Paulo onde gravou seu LP  com o titulo: Denni de Lima; lançado no ano seguinte, e o sucesso foi a musica, Céu da boca. No mesmo ano, fez dueto com Beth Carvalho onde gravaram juntos o samba Domingo de Manhã. Também gravou junto com Serginho Merití o samba Esganado. Sua última participação especial como intérprete ao lado de Zeca Pagodinho foi no samba intitulado A Faixa Amarela pela Gravadora Universal, em 1998. Deni de Lima circulava pelos pagodes da cidade e sempre levava novidade. No clube Renascença era a alegria da roda de samba, no pagode do Arruda versava com o dia claro e juntava gente pra ver. Há uns três anos atrás, vi o Deni versando no ritmo calango contra o parceiro Dudu Nobre e Xandy de Pilares e mais uma vez ele foi o cara. Deny de Lima considerado o maior versador da atualidade foi versar em outros terreiros. Mais sua presença esta marcada nos passos, nos versos e nas palmas dos sambistas.

Palmas para Deni de Lima que sempre foi, é e será Samba Identidade Nossa!


Pesquisa Dicionário Ricardo Cravo Albim

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