Por: Ierê Ferreira.

Nesta janela sempre contaremos alguma história de um (a) sambista ou grupo de samba.

E desta vez o nosso personagem é a própria história do samba, um grande percussionista, literalmente falando, que contagia com a sua presença, talento e capacidade de alegrar qualquer ambiente. Carregando sempre uma brilhante luz própria em seu sorriso que dá o contraste da sua iluminada cor, extremamente negra!

Marcelinho Moreira

É cantor e percussionista. Filho da tia Inês, uma cozinheira de mão cheia e do velho Aderbal do Estácio, autor do conhecido samba-enredo “Festa do Círio de Nazaré”, defendido pela Unidos de São Carlos em 1975, depois conhecida com a Escola Estácio de Sá.

Marcelinho apareceu inicialmente como músico acompanhante de vários artistas, entre eles: Martinho da Vila, Zeca Pagodinho, Dunga, Paulinho da Viola, Beth Carvalho, Mestre Marçal, Dona Ivone Lara e Nei Lopes.

Em 1997 passou a integrar o grupo de samba “Toque de Prima”, do qual também faziam parte: Ary Bispo, Carlinhos Sete Cordas, Dininho, Ovídio Brito, Wanderson Martins e Fred Camacho. Integrando o “Toque de Prima” lançou três discos: “Toque de Prima” (1997), “Se tem que ser, será” (1999) e “Daqui, dali e de lá” (2004) e participou de vários discos de outros sambistas como: Nei Lopes, Cláudio Jorge e ainda de diversas coletâneas de samba.

Como percussionista de Martinho da Vila participou de vários shows, não só como acompanhante, mas também como convidado especial do cantor, apresentando-se várias vezes como intérprete.

Fez parte de diversas rodas de samba no Rio de Janeiro, entre elas: as do Clube Renascença, da Quadra da Escola São Clemente e as rodas do Circo Voador, na Lapa, centro do Rio de Janeiro.

No ano de 2006 lançou, pelo Selo MZA, o disco “Marcelinho pão e vinho”, que contou com produção de Martinho da Vila. Entre as faixas do CD destacam-se: “Cachaça não se toma toda vez” (Cláudio Jorge e Mauro Diniz), “Lalauê” (Martinho da Vila e Paulinho Mocidade), “Torresmo à milanesa” (Adoniran Barbosa e Carlinhos Vergueiro), “Acontece” (Cartola), “Pra mãe Tereza” (Martinho da Vila e Beto Sem Braço), “Amor de trapo e farrapo” (Paulo Vanzolini), “Rumo dos ventos” (Paulinho da Viola), “Malandro é malandro, mané é mané” (Neguinho da Beija-Flor), “Que pena, que pena” (Martinho da Vila e Garcia do Salgueiro) e a faixa-título “Marcelinho pão e vinho”, inédita de Luiz Carlos da Vila e Hermínio Bello de Carvalho, que contou com a participação de Leci Brandão. Também regravou o samba-enredo “Festa do Círio de Nazaré”, de autoria de seu pai Aderbal do Estácio. O disco contou com arranjos de Wanderson Martins em 12 faixas e de Cláudio Jorge (violão) e Mauro Diniz (cavaquinho) nas outras duas restantes.

Fonte da pesquisa: Dicionário Ricardo Cravo Albin

Sei que não estamos dando nenhum furo de reportagem, afinal, o CD foi lançado em 2006, mas acreditamos que as coisas realmente boas devem ser citadas sempre que houver uma oportunidade. Além disso, posso afirmar que este disco é totalmente atual e Marcelinho traz na bagagem a cumplicidade de grandes nomes do samba.

O que os bambas dizem sobre Marcelinho:

“Marcelinho tem o DNA dos grandes sambistas, obviamente seu espaço está reservado na galeria dos imortais.”

Mauro Diniz:

“Marcelinho Moreira é o Rei do alto astral, do suingue e da ginga. Um sorriso iluminado que traduz o prazer de tocar e a qualidade do som que produz.Tive a honra e o privilégio de tê-lo no repique de mão em quatro grandes sambas que gravei.”

Leila Pinheiro.

“Para mim é uma surpresa muito agradável vê-lo também enveredando com muita propriedade no mundo da composição e da interpretação ao lançar este CD do qual tive o prazer de participar.”

Ubirany

“Foi uma alegria muito grande, uma honra, ter participado do primeiro CD de Marcelinho Moreira que é um grande músico/ percussionista e que conhece tudo deste mundo do samba. Ele é uma pessoa iluminada!”

Lecy Brandão

“Marcelinho é hoje um desses que orgulha a nossa rica legião de percussionistas brasileiros que encantam!”

Luiz Carlos da Vila

“Moramos juntos na Piedade, de lá rapidamente meu compadre começou a tocar com a Beth Carvalho. E ai a carreira deslanchou hoje é um dos músicos mais requisitados em gravações e shows, esta dando bons passos na área da composição e por falar em passos, diz no pé como poucos!”

Arlindo Cruz.

“Conheci Marcelinho no Cacique de Ramos, foi o Ubirany que me apresentou, aprovei inteiramente e coloquei na minha banda. Seu primeiro trabalho comigo foi logo na Europa, no Festival de Jazz de Montreux!”

Beth Carvalho

“Conheci Marcelinho pequeno, desde criança ele já era grande!”

Zeca Pagodinho

“Marcelinho vem abençoado por pão e vinho, referencia lúdica que Martinho da Vila encontrou para levar seu músico a pia batismal do samba.”

Hermínio Belo de Carvalho.

Matéria publicada na revista Agito Rio numero 33.


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