O Canto da Baixada

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Resgatando a identidade cultural da Baixada Fluminense – origem e inspiração da obra de Bira da Vila e de grandes compositores da região 

O cantor e compositor, Bira da Vila, lançou em 08/06/2010 seu primeiro CD “O Canto da Baixada. O disco produzido em parceria com o radialista Adelzon Alves, possui 15 preciosas faixas, resgatando assim a identidade da Baixada Fluminense através de seus principais compositores dês da década de 1940.

A obra é fruto de mais de dez anos de pesquisa que Bira da Vila e Adelzon Alves fizeram, sobre os cantores e compositores oriundos da Baixada Fluminense, e chama atenção não só pela qualidade musical como também pela história contada através de cada música.

O CD, conta com a participação especial de Beth Carvalho, na faixa “O daqui, o dali e o de lá” que é uma verdadeira homenagem ao Brasil, citando mais de 40 ritmos tipicamente tupiniquins.

Bira foi o responsável por todo o processo de produção do disco, desde a idealização ao produto final, por isso a preocupação com a escolha do repertório e com o valor da obra. “Este projeto tem como objetivo valorizar a cultura de um lugar que geralmente fica esquecido do grande público.” afirma o artista. “‘O Canto da Baixada’ é um disco importante pelo resgate cultural, histórico, artístico e uma justa homenagem aos grandes compositores de samba da Baixada Fluminense, como Osório Lima, João da Paz, Cabana, Toninho Barros, Jairo Bráulio, Anésio, Serginho Meriti e tantos outros que marcaram a história do samba e precisam de alguma forma ser lembrados.”

O disco é genuinamente de samba, mas em cada composição são percebidos toques e levadas de variados ritmos como o baião, chorinho o forró e o xaxado, ritmos brasileiros. “É a união de todas as artes para uma mobilização e discussão sobre a valorização da Baixada Fluminense. Artistas da década de 40, 50 não podem ser esquecidos,” finaliza Bira.

Sobre Bira da Vila

 

O cantor e compositor, Bira da Vila, nasceu dia 08 de janeiro na Vila São Luiz, Duque de Caxias-RJ.  O Pai, Seu Jair, foi a primeira fonte de inspiração – aos 14 anos Bira prestou uma homenagem ao pai e compôs seu primeiro samba “O Malandrinho”. Bira da Vila foi apadrinhado pelo amigo e maior ídolo artístico Luiz Carlos da Vila, com quem possui uma forte parceria musical. Teve “Sorriso de Banjo”, sua primeira composição, gravada por Jovelina Pérola Negra no disco “Vou na Fé” em 1993 que tocou em todo o país. No ano de 2002, uma parceria com Riko Dorilêo, compôs “Ventos da Liberdade”, que é considerada o Hino de reconstrução de Angola e é tocada até hoje nas principais rádios do país. Bira é citado no Dicionário Cravo Albim da Música Popular Brasileira, na biografia de Zeca Pagodinho e no livro “Heranças do Samba” de Aldir Blanc, Hugo Sukman e Luis Fernando Vianna.  Zeca gravou a música “Então Leva”, composição de Bira em parceria com Luiz Carlos da Vila, que está presente no cd, Uma Prova de Amor, de Zeca Pagodinho e ficou entre as duas concorrentes, na categoria de melhor canção do ano na edição de 2009 do Premio da Musica Brasileira. Após o lançamento do álbum “O Canto da Baixada” em 2010, Bira da Vila realizou seu sonho de juntar toda a classe artística da Baixada numa parceria com o SESI Caxias no evento “Baixada é Arte” que aconteceu do dia 25 a 30 de abril de 2011 onde juntou no evento 186 artistas mais debatedores num total de mais de duzentos artistas num evento de sucesso absoluto, que pode mostrar o valor da cultura e dos artistas da Baixada Fluminense. E para coroar toda a dedicação pela valorização da cultura da Baixada teve o álbum “O Canto da Baixada” pré selecionado pelo prêmio da música  2011, e foi contemplado com o Prêmio Baixada 2011.

O Projeto Samba Identidade Nossa e o grupo Terno de Cambraia também já prestaram sua homenagem a este artista, que a tantos vem homenageando com este belicismo trabalho, dedicado ao samba a musica popular Brasileira e nossa ancestralidade! E o guerreiro não para, esta rodando pelas veredas deste país e levando na bagagem à BAGAGEM!

Parabéns Bira da Vila e AXÉ ao Canto da Baixada.

Fotos: Ierê Ferreira

Assessora de Imprensa

Carolina Bellardi

carolinabellardi@hotmail.com.brContatos para shows:

tel: (21) 3659-3948/ 8469-9657

 

 

Clube do Cozido

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Por Ierê Ferreira

Fotos: Ierê Ferreira

 

 

 

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Cinco anos de muito samba e sabor.

Há cinco anos o Clube do Cozido vem alegrando as tardes e noites de quarta-feira na zona oeste da cidade maravilhosa.

O evento, que nasceu em 2006, no Recreio dos Bandeirantes, hoje é realizado na Barra da Tijuca, precisamente no Barril 8000 em frente a uma das mais belas praias do litoral do Rio de Janeiro e já esta mais que consagrado como um verdadeiro ponto de encontro de grandes nomes do samba como Zeca Pagodinho, Beth Carvalho, Arlindo Cruz, Dudu Nobre, Xande do Revelação, entre outros.

 É muito comum encontrar por lá também atores e atrizes das redes de TV, jogadores de futebol e muita gente bonita.  Como o próprio nome sugere, o Clube do Cozido é o lugar ideal para recarregar as energias, ouvindo o melhor do samba e saboreando um delicioso Cozido feito pela produtora e anfitriã Márcia Black e sua equipe, que recebem com muito carinho os seus convidados.

 A produtora do Clube do Cozido, Márcia Black, há muito vem dedicando-se a difundir esta mistura pra lá de especial (o samba e a culinária), assim como Tia Doca, Tia Surica e tantas outras mulheres com mãos de fadas que sempre energizaram o samba com seus temperos especiais.

 O Clube do cozido também conta com um time de músicos jovens e talentosos que formam o grupo: Divino Dom constituído por: Ari Junior (banjo e voz), Diogo Cunha (violão 7 e voz), Juninho Travassos (cavaquinho), Vinícius Feijão (pandeiro e voz), André Orelha (surdo), Álvaro Santos (repique-de-mão e voz), Marcelo Amaro (tan-tan e voz) e Luís Augusto (percussão geral).

Esta turma soube aproveitar muito bem o dom que os Deuses lhes deram, o dom do samba.

Parabéns ao Clube do Cozido pelos seus cindo anos de resistência, fazendo valer, com sabor e prazer, a nossa cultura maior – O SAMBA.

Serviço:

Clube do Cozido

Local – Barril 8000/

Av. Sernambetiba 8000

Horário: das 13h às 21h

Entrada R$ 10,00 – Damas

R$ 15,00 – Cavalheiros

R$ 15,00 – cozido (prato comercial)

Faixa etária livre

Tempero Carioca

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Por: Ierê Ferreira

Fotos: Ierê Ferreira

 

Coloque uma pegada do surdo de Marquinho Basílio, uma porção de percussão de efeitos dos percussionistas cascudos Marcelo Pizzote, Pelé e Beloba, uma dose dos acordes envenenados do cavaquinista Serginho Procópio, a vibração dos bordões do pinho de Evandro Lima, adicione sábios versos de improviso do professor Marquinho China e decore com a malandragem e malemolência do cantor e compositor Jorge Agrião.

Misture tudo isso no caldeirão de gente bonita que frequenta o Carioca da Gema e você terá o prazer de degustar um dos melhores samba que a cidade maravilhosa tem para oferecer.

O grupo Tempero Carioca, este ano, completou sete anos de existência e vem mostrando seu trabalho de militância no samba tradicional e conquistando o publico frequentador das casas da capital da boemia a Lapa.

 Segundo o cantor e compositor Bira da Vila, o grupo Tempero Carioca traz, em sua essência, o entrosamento total das levadas dos sambas de antigamente com molhos de partido alto, calango e versos de improviso, mostrando a preservação e a valorização do samba carioca. Ele completa dizendo que o grupo tem um vasto repertório apurado, afinado, existindo uma coerência entre o que se canta com o que se toca. E esse é um dos “grandes baratos” desse grupo.

 O Professor Ubirany do grupo Fundo de Quintal agradece por poder presenciar a versatilidade do grupo Tempero Carioca e afirma: – “Isso não é um grupo é uma seleção! Seleção de músicos que curtem e tocam uma seleção do bom samba tradicional”.

Que bom que o Tempero tem todos os ingredientes do samba tradicional. Samba que o Fundo de Quintal curte e sempre defendeu. Ubiraní finaliza dizendo: – “Seja sambista também, mas seja adepto do samba tradicional, assim como o Tempero Carioca.

O grupo Tempero Carioca se apresenta no Carioca da Gema 2 vezes ao mês sempre às quintas- feiras. Maiores informações no site:

 http://www.barcariocadagema.com.br

 Tempero Carioca é Samba Identidade Nossa.

Agosto de Candeia e Monarco

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Dia 17 de agosto dia de dois dos maiores nomes da historia do samba: Antonio Candeia Filho vulgo “Candeia” que, se estivesse vivo, teria feito 75 anos porém em 1978, aos 43 anos nos deixou para apresentar suas obras aos DEUSES e o Portelense mais ilustre atualmente o Cantor e Compositor Sr Hildemar Diniz Vulgo “Monarco da Portela” que também completou 75 anos de vida e mais de 50 anos nos prestigiando com seus lindos sambas. Por isso vamos nos iluminar com a luz do vencedor e ajustar nossos corações em desalinhos ao som dos mestres Candeia e Monarco AXÉ… 

Beth Carvalho

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Beth Carvalho Madrinha de Sua Eminência Negra… O Samba.

Fotos e adaptação de texto: Ierê Ferreira

Revisão: Sylvia Helena Arcuri

 

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ELIZABETH SANTOS LEAL DE CARVALHO nasceu no Rio de Janeiro, no dia 05 de maio de 1946. Filha de João Francisco Leal de Carvalho e Maria Nair Santos Leal de Carvalho e irmã de Vânia Santos Leal de Carvalho. Seu contato com a música foi incentivado pela família, ainda na infância. Aos oito anos, ouvia emocionada as canções de Sílvio Caldas, Elizeth Cardoso, Aracy de Almeida grandes amigos de seu pai. Sua avó Ressú, tocava bandolim e violão. Nas festinhas e reuniões musicais dos anos 60 surgiu a cantora, influenciada por tudo isso e pela Bossa Nova.

Em 1964, seu pai é cassado pelo golpe militar por ter pensamentos de esquerda.  Beth, nessa ocasião, passou a dar aulas de violão para 40 alunos. Foi uma forma de segurar a “barra pesada” que sua família enfrentou com a ditadura. Por causa da formação política vinda de seus pais, Beth Carvalho é uma artista engajada nos movimentos sociais, políticos, culturais de nossa Nação e de outros povos.

Em 1965, gravou o seu primeiro compacto simples, com a música Por quem morreu de amor, de Menescal e Bôscoli.

Em 1966, já envolvida com o samba, promoveu –  6ª feira é dia de samba  -  no antigo Teatro Jovem,  junto  com  Rildo Hora e Trio ABC da Portela (Noca, Colombo e Picolino).

Neste mesmo ano participou do show A Hora e a Vez do Samba, junto com Zé Kéti, Nelson Sargento, Jair do Cavaquinho, Picolino, Anescar do Salgueiro, o apresentador Sargentelli e os atores Grande Otelo e Milton Morais.

Vieram os festivais e Beth participou de quase todos: Festival Internacional da Canção – FIC, Festival Universitário, Brasil Canta no Rio, entre outros. No FIC de 68, conquistou o 3º lugar com Andança, de Edmundo Souto, Paulinho Tapajós e Danilo Caymmi, a partir desse evento ficou conhecida em todo o país. Além de seu 1º grande sucesso, Andança é o título de seu primeiro LP, (1969).

A partir de 1972, passou a lançar um disco por ano, tornando-se sucesso de vendas, emplacando vários sucessos como 1.800 Colinas, Saco de Feijão, Olho por Olho, Coisinha do Pai, Firme e Forte, Vou Festejar, entre outros.

Beth Carvalho tem reconhecida a sua característica de resgatar e revelar músicos e compositores do samba.

Em 1972, gravou a música Folhas Secas de Nelson Cavaquinho e em 1975, fez o mesmo com Cartola, ao lançar As Rosas Não Falam.

Frequentadora assídua dos pagodes, entre eles os do Cacique de Ramos, Beth Carvalho revelou artistas como Zeca Pagodinho, Grupo Fundo de Quintal, Jorge Aragão, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Luis Carlos da Vila, Bezerra da Silva, Seu Argemiro, Beto sem Braço, Sombra, Marquinho China, Marquinho PQD, Arranco de Varsóvia, Quinteto em Branco e Preto, O Roda, Rodrigo Carvalho (do Grupo Galo Cantou ) e etc.  Além desses artista foi responsável pela revelação de músicos de peso como: Leandro Braga, Dirceu Leite, Carlinhos 7 cordas, Alceu Maia, Nicolas Krassic, Bira, Ubirany, Ovídio Brito, Vanderson, Marcelo Moreira, Marcelo Pizott, Fred Camacho, Marcio Vanderley, Rodrigo Campelo, Márcia doTantan e outros.

Hoje, com 40 anos de carreira, 29 discos e apresentações em diversas cidades do mundo Beth traz a bagagem “cheia de moral” e boas historias.

No Japão, embora nunca tenha feito shows, vende milhares de cópias e tem sua carreira musical incluída no currículo escolar da Faculdade de Música de Kyoto.

Beth Carvalho conquistou seis Prêmios Sharp, o prêmio de  melhor intérprete do Festival da Canção da TV Globo,  o Prêmio da ABPD (Associação Brasileira de Produtores de Disco) como maior vendedora de disco, possui 20 Discos de Ouro, 10 de Platina,  centenas de troféus e premiações diversas.

Em 1997, tornou-se uma cantora interplanetária, quando o samba, Coisinha do Pai, música de Jorge Aragão e Almir Guineto, grande sucesso de seu repertório, foi programada pela engenheira brasileira da NASA, Jacqueline Lyra, para acordar o robô na superfície de Marte.

Beth é mangueirense desde criança. É também madrinha da ala de compositores da Mangueira e madrinha da bateria da Verde e Rosa e gravou mais de 70 sambas só de Mangueira.

Carioca da gema, e amiga de Cuba, foi solicitada pela presidência da Câmara Municipal do Rio de Janeiro a entregar a Fidel Castro, o título de Cidadão Honorário da cidade.

Seu 26º disco, Pagode de Mesa 2, concorreu ao Grammy Latino na categoria melhor disco de samba. Em 2005, Beth fez seu 1º DVD “Beth Carvalho, a Madrinha do Samba”. O CD que saiu junto foi o (29° da carreira).  O DVD é um retrospecto de sua carreira, mas tem cinco músicas inéditas e conta com a participação de seus mestres e de seus afilhados, entre elas:  Zeca Pagodinho, D. Ivone Lara, Monarco, a Velha Guarda da Portela, Nelson Sargento, Almir Guineto, Arlindo Cruz, Sombrinha, Luís Carlos da Vila, Teresa Cristina, Quinteto em branco e preto e do bandolinista Hamilton de Holanda.

Com 40 anos de carreira, grande parte deles a serviço de sua Eminência Negra, O Samba.  Beth Carvalho é mais que consagrada é sacramentada , A MADRINHA QUE O PRÓPRIO SAMBA ESCOLHEU.

Beth Carvalho é Samba Identidade Nossa!

Fonte de pesquisa: webletras

Samba no Buraco do Galo

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Um verdadeiro Quilombo de Samba no coração de Oswaldo Cruz.

Por: Ierê Ferreira

Fotos: Ierê Ferreira

Revisão: Sylvia Helena Arcuri

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 Há mais de dez anos o cantor compositor e produtor cultural Edinho Oliveira e seu irmão Elias José reúnem na Rua Dona Vicência numero 97, em Oswaldo Cruz a nata do samba daquela e de outras regiões da cidade. O Samba no Buraco do Galo é uma das mais importantes rodas de samba do subúrbio. Sempre no primeiro sábado do mês Edinho e Elias confraternizam com moradores e visitantes para cantar e ouvir velhos e novos samba.

Grande parte desses sambas são de autoria dos próprios frequentadores que fazem questão de interpretar, com a máxima alegria, seus sambas, fazendo com que todos os espectadores façam parte do evento. Edinho e Elias, porém, não se satisfazem somente com o samba e buscam complementar o evento com um trabalho de conscientização sócio-racial, levando para a roda de samba, filmes, fotos e debates sobre as questões étnicas e historias do próprio samba, construindo o que podemos chamar de Quilombo do Samba.

No ultimo dia 7 de maio, véspera do dia das mães, o Samba no Buraco do Galo prestou sua homenagem a todas as mães e recebeu mais de 1.000 pessoas entre moradores e visitante.

A festa contou com a presença de vários compositores entre eles (Klerinho, Preto Maneiro, Tonho de Rocha Miranda, Valmir Viole, Nei J Carlos, Ivan Milanez entre outro).

Que sempre fazem o público levantar, cantar e dançar com as suas apresentações irreverentes e com a alegria e o prazer de participar deste movimento, que ao longo de sua existência vai fazendo história.

 O grupo que acompanha os compositores é uma atração a mais, formado por músicos competentes e engajados com a proposta dos idealizadores. Os músicos são: (Xirra Metro, Mapinha, Jefersom, Leco, Waguimho e Jorginho).

Outra característica do Samba no Buraco do Galo são as Pastoras (Dinha,Yvone, Sheila e Nica), cantoras que também acompanham os compositores, coisa que raramente se vê em outras rodas de samba e que a meu entender, deveria existir em todas as rodas, pois as vozes femininas dão uma entonação muito mais bonita e boa de ouvir, além de promover, é claro, a democratização de gêneros na roda samba.

 Edinho Oliveira já lançou seu primeiro CD com o título – Negro – pelo selo Etnia Musical e neste disco gravou o samba, Pra Oswaldo Cruz e na letra desse samba já dizia:

 Eu vou pra Oswaldo cruz eu vou.
 Quilombo do samba pra me aculturar.
 Venha pra cá.

 Edinho Oliveira continua a sua batalha e com o apoio de Elias José seu irmão e produtor está em estúdio gravando mais um disco em homenagem a este canto do subúrbio carioca a quem eles tanto se dedicam.

 E o disco ira se chamará: Oswaldo Cruz é Assim.

Aguardem!

Maria Menezes

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Por: Ierê Ferreira


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Jovem, bonita e cantora de samba, ô sorte!

 

Vencedora do tradicional concurso do Carioca da Gema 2010, a jovem cantora Maria Menezes traz na sua vida a força e a perseverança de uma guerreira e é ela quem vai contar para nossos leitores de onde vem toda  sua musicalidade, energia beleza e amor pelo que faz.

 

Ierê Ferreira – Maria quando foi que você percebeu que queria ser cantora e quando o samba entrou na sua vida?

 

Maria Menezes - O samba esteve sempre presente na minha vida. Meu avô tocava banjo e fundou a primeira Escola de Samba de Rio Bonito, Estrela do Oriente. Minha mãe sempre esteve envolvida com Escola de Samba e música, embora não seja cantora, é grande admiradora de intérpretes da Música Popular Brasileira e isso influenciou desde criança a minha escolha para ser musicista.

 

Ierê Ferreira – Quem são as suas principais influências no samba?

 

Maria Menezes - Minhas influências são: Cartola, Nelson Cavaquinho, Clara Nunes, Paulo César Pinheiro, Dona Ivone Lara, Luiz Carlos da Vila, Beth Carvalho, Elis Regina, Elza Soares, Jovelina Pérola Negra, Zé Katimba, Roberto Ribeiro. Temos muitos colaboradores da resistência do samba e definir um é difícil. Cada um desses tem sua particularidade. Somam para que o samba permaneça vivo.

 

Ierê Ferreira – Como você ficou sabendo do concurso e como foi a sua participação?


Maria Menezes - Fiquei sabendo do concurso através do amigo Mingo, vencedor da 3ª Mostra de Novos Talentos do Carioca da Gema, que me incentivou juntamente com Luiz Henrique Faria, além da minha prima e produtora na ocasião, Estefânia.

 

Ierê Ferreira – Quem são os seus comparsas nesta façanha que te levou a esta maravilhosa conquista?

 

Maria Menezes - Meus queridos comparsas são: Flavinho Pizoti (violão), Paulinho Bandolim (bandolim), Ranieri Tiago (flauta), Declar (surdo e voz), Almir Sodré (pandeiro e voz).

 

Ierê Ferreira – Fale um pouco sobre a sensação, de cantar no Carioca da Gema, uma casa onde grandes sambistas se apresentam toda semana?

 

Maria Menezes - Sempre sonhei em cantar no Carioca da Gema, uma casa super prestigiada, que tem como platéia pessoas do mundo inteiro e músicos de alto nível. É muita emoção, um sonho realizado!

 

Ierê Ferreira – Quando poderemos ouvir seu primeiro CD e qual o compositor de samba da nova geração você gosta de interpretar?

 

Maria Menezes - Estamos trabalhando para isso, talvez no final do ano saia o CD. Gosto das canções de Mingo, João Martins e Flávia Uva.

 

Ierê Ferreira – Politicamente falando, qual o caminho que você espera que o samba siga?

 

Maria Menezes - Fico feliz em saber que o que era proscrito vem sendo, a cada dia, aceito e admirado pela grande maioria da população. Nossos mestres, intérpretes e compositores sofreram para quebrar a barreira do preconceito e nós temos o compromisso de não deixarmos que essa luta seja inglória. Devemos contribuir para que o samba continue fazendo parte da história da música popular brasileira, em posição de destaque.

 

Ierê Ferreira – Agora gostaríamos que você deixasse uma mensagem para os jovens leitores e sambistas do Samba Identidade Nossa.

 

Maria Menezes - Para aqueles que amam o samba, como eu, deixo uma mensagem de otimismo e perseverança. O início da carreira de cantor requer muito aprendizado, disciplina e humildade. Ouvir vários intérpretes nos leva a encontrar a nossa identidade com um ou outro compositor e assim a interpretação do repertório fica bem bacana.

 

A morada do samba

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Cacique de Ramos, onde o samba faz sua morada.

Por Ierê Ferreira

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Na reinauguração do Cacique de Ramos tivemos a honra de conversar com Ubirani,  a elegância do samba, músico e fundador deste que é o templo do samba.

E hoje trazemos para os nossos leitores uma boa parte da nossa conversa, recheada com a emoção que nos envolveu dentro da sede do Bloco Carnavalesco Cacique de Ramos, que é uma das mais nobres moradas do samba.

Ierê – Depois de anos de batalha aqui no Cacique de Ramos, nessa casa que é o reduto do pagode e do samba no Brasil, reinaugurando esse templo, com uma obra de Oscar Niemeyer, que cuidou para que a tamarineira, consagrada e consagradora de tantos sucessos, permanecesse no lugar. Vendo que tudo foi decorado com carinho e essa festa com tanta gente bonita que compartilha desta alegria renovada, como você está se sentindo?

Ubirani – É um momento de realização. Nós que somos fundadores, que vivenciamos toda essa trajetória do Cacique de Ramos até chegar a esse espaço aqui da Rua Uranos, foi uma trajetória de luta, de batalha mesmo, na acepção da palavra. Onde várias pessoas participaram, todas as participações da maior importância, desde o Bira, presidente e meu irmão, até qualquer um daqueles que chegaram com carinho para sair no carnaval, para participar da roda de samba. Enfim, é um momento de realização, de alegria, um momento de felicidade, por ver coroado com êxito tudo aquilo que batalhamos. Um espaço onde construímos o nosso reduto de samba, agora é um reduto com um pouco mais de sofisticação, mas com o mesmo carinho, com a mesma dedicação. Ver o Cacique, como está, com esta sede, com essa quadra coberta, com esses toquezinhos de modernidade, sem claro, deixar de lado as coisas mais importantes que marcaram e que ainda o marcam, como é o caso da tamarineira, a casa da frente. Ficou um lugar assim, que mistura o mais antigo com o mais moderno. Uma mistura muito gostosa que ressalta aquilo em que nós sempre acreditamos, o samba. Então a felicidade é total, é máxima.

Ierê – Eu gostaria agora que você voltasse um pouco na história, pois fui morador de Olaria e frequentei o Cacique de Ramos, as rodas de sambas das quartas-feiras,  com toda aquela turma fantástica e que hoje, graças a Deus, está por aí fazendo samba da melhor qualidade e com sucesso. Gostaria que você lembrasse um pouco dessa época e destas pessoas, que juntas, fizeram deste lugar um templo do samba. Como por exemplo: Almir Guineto, Arlindo Cruz, Zeca Pagodinho, Luiz Carlos da Vila e tantos outros.

Ubirani – Se formos buscar, vamos encontrar tantas pessoas que somaram, que foram da maior importância para tudo que aconteceu e que continua acontecendo aqui, eu falaria de alguns que nem se projetaram, mas foram importantes para que tudo acontecesse. Falaria de Dida, Araguá, Denito, do pessoal da faculdade que me conhece como administrador, ao mesmo tempo em que eu já trabalhava com fisioterapia lá na ABBR. Vinha o pessoal do meu trabalho, médicos, assistentes sociais, todo mundo, fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais que se juntava com o pessoal da faculdade de administração, que eu cursava, e fazíamos uma pelada aqui na quarta feira, que até originou esse pagode de quarta-feira. Gosto de falar dessas pessoas que não podem ser esquecidas e que também foram importantes na realização desse projeto, um projeto, não pensado, nem idealizado para ser isso ou aquilo, não, não, tudo muito espontâneo, tudo vindo assim de dentro, assim como o Fundo de Quintal que nunca foi uma coisa bolada, não vou tocar tal instrumento, vou criar um instrumento, ninguém pensou, foram coisas que aconteceram espontaneamente e assim foi esse movimento de samba do Cacique de Ramos, pessoas que gostavam de tocar, de fazer e de dançar o samba, foi crescendo e hoje em dia nós estamos aí. Que prazer de falar desses antigos, assim como falar também de um Almir Guineto, de um Arlindo Cruz, de um Sombrinha, falar de Zeca, não que ele tenha saído daqui mas ele frequentou muito aqui, é como a Beth dizia, bebeu um pouco de água dessa fonte né? Falar de Dudu Nobre, de Deni de Lima falecido, falecido Nelcir figura por quem nós temos o maior carinho, Luis Carlos da Vila, ih caramba! Se for enumerar tem que falar também de Cléber Augusto, essas e outras pessoas que foram pessoas da maior importância.

Ierê – Você se lembra de alguma história engraçada que aconteceu aqui na quadra do Cacique de Ramos com algumas dessas figuras, ou com você mesmo?

Ubirani – História engraçada… foi no dia da chegada do Zeca Pagodinho, nós rimos muito, ele tinha uma viajem para fazer, ele já tava aparecendo, pintando no cenário, então era a primeira viagem que ele faria, ele nem mala tinha e chegou aqui para viajar, com uma sacola, tipo de casas Sendas, (sacola de mercado) com a roupa dele preparada para tomar uma e depois viajar. Coisas assim que a gente não esquece nunca!

Ierê – Estamos muito felizes por ver esta casa reformada e queremos dar os parabéns, ver essa galera toda aqui, reverenciando, porque essa turma está aqui para reverenciar, pois sabemos que o Cacique de Ramos é de extrema importância para os amantes do samba e estamos extremamente felizes com esta reforma. Vida longa ao Cacique de Ramos e ao grupo Fundo de Quintal.

Ubirani – Temos muito prazer em receber essas pessoas, porque sem elas nós não somos ninguém, não é? É essa a relação.

Ierê – Agora, estamos ao lado do meu camarada Renatinho Partideiro.

Renatinho, como é que você  se sente nessa reunião de bambas, vendo essa multidão cantando com alegria e mais uma vez consagrando o Cacique de Ramos como grande referência do nosso samba, do nosso pagode, você que viu desde sua juventude a construção dessa história?

Renatinho Partideiro – Honrado e orgulhoso, acima de tudo, só de ver a alegria do meu presidente, que vem lutando há 49 anos para realizar nosso sonho e só agora conseguiu. Então Cacique não é um, somos todos, enfim, essa pluralidade é que faz a gente ser o que é.

Os números de 2010

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Os duendes das estatísticas do WordPress.com analisaram o desempenho deste blog em 2010 e apresentam-lhe aqui um resumo de alto nível da saúde do seu blog:

Healthy blog!

O Blog-Health-o-Meter™ indica: Este blog está em brasa!.

Números apetitosos

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Um Boeing 747-400 transporta 416 passageiros. Este blog foi visitado cerca de 2,900 vezes em 2010. Ou seja, cerca de 7 747s cheios.

 

In 2010, there were 13 new posts, growing the total archive of this blog to 23 posts. Fez upload de 100 imagens, ocupando um total de 18mb. Isso equivale a cerca de 2 imagens por semana.

The busiest day of the year was 27 de agosto with 84 views. The most popular post that day was Palavras.

De onde vieram?

Os sites que mais tráfego lhe enviaram em 2010 foram facebook.com, mail.live.com, orkut.com.br, olharfoliao.wordpress.com e search.conduit.com

Alguns visitantes vieram dos motores de busca, sobretudo por samba identidade nossa, ierefoto.wordpress.com, terno de cambraia, diogo nogueira e toninho gerais

Atracções em 2010

Estes são os artigos e páginas mais visitados em 2010.

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Palavras agosto, 2010
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Agenda Cultural agosto, 2010
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Vídeos agosto, 2010

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Apresentação março, 2009
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Toninho Geraes e Aline Calixto agosto, 2010
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Simplesmente – Ovídio Brito (1945 – 2010)

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Foto: Ierê Ferreira

Texto e foto: Ierê Ferreira

Ele tinha ouvidos ávidos,
Por música.
As mãos calejadas,
Do couro do atabaque e do pandeiro
E sua cuíca chorava de gargalhar.

No coração levava a marca do surdo de primeira,
Nos pés devagar, devagarzinho, influência de Martinho
Negro fera!
Deslizava o miudinho como ninguém pudera.

Jogava no time dos veteranos
Cinqüenta anos de samba, ritmo e melodia
Marca registrada na música e na folia
Bom malandro sem fronteiras
Marginal da poesia

Ovídio Brito…

Teu caminho não parou naquela estrada
Teu samba não calou na madrugada
No dia do músico.

No dia do samba.
As rodas vão ecoar seu nome
Seus sambas e a paz que seu sorriso deixou.
No dia do músico.



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